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REPORTAGEM - PASSADO, PRESENTE E FUTURO

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2025-06-24 21:04:11

VHTN ITIT Reportagem HISTORIA, CREAMOS FUTURO VA Reportagem. A Sociedade Espanhola de Automóveis de Turismo (SEAT) comemora 75 anos em 2025. A empresa fundada em 1950 que o Grupo Volkswagen absorveu na década de 1990, depois de contribuir para a democratização da mobilidade em Espanha, tem missão nova: participar na mudança de paradigma na indústria, dos motores de combustão interna para os elétricos, com citadino novo e Cupra Raval tão importantes como o 600 de 1957. E, assim, a marca de Barcelona, inspirando-se no passado, prepara-se para o futuro. ASos protagonistas mais importantes do mercado automóvel europeu encontram-se sob pressão cada vez maior das marcas chinesas mais ambiciosas e o movimento expansionista dos fabricantes asiáticos coincide com a imposição de aumento na velocidade de corrida à eletrificação. Todavia, num ponto, os primeiros, no frente a frente com os segundos, estão em vantagem: têm história(s). A Seat, por exemplo, está a comemorar 75 anos e, depois de equacionar mudança de rumo, de forma a tornar-se numa especialista em mobilidade, talvez para não rivalizar com a Cupra, marca apresentada como autónoma em 2018 e que continua a somar recordes de produção e vendas, reconcentrou-se nos carros e as-sumiu, dentro do Grupo vw, o comando do processo de desenvolvimento de geração nova de elétricos citadinos e subcompactos! E, aqui, encontramos a primeira “ponte” entre o passado e o futuro da SEAT! A 9 de maio de 1950, quando o Instituto Nacional de Indústria (INI), com a FIAT e diversas entidades bancárias espanholas, fundou a marca, em fábrica na Zona Franca, em Barcelona, iniciou-se a produção do 1400, que mantinha o nome do carro italiano de que derivava. Arrancava, assim, a indústria automóvel moderna em Espanha. A empresa ganhou dimensão rapidamente e foi fundamental para a democratização da mobilidade em país que recuperava de guerra civil devastadora. Em 1957, com o 600, a popularidade da empresa tornou-se ainda maior, também na condição de protagonista do “milagre económico espanhol”. Seguiram-se décadas de afirmação e, em 1986, arrancou o plano de integração no Grupo Volkswagen, o maior fabricante europeu de automóveis, que acabou só em 1990, quando os alemães aumentaram a participação para 99,99%. Este processo foi muito bem-sucedido e, assim, a empresa deixou de apresentar-se como marca nacional com expressão internacional muito limitada para competir globalmente e ganhar cada vez mais importância dentro do consórcio industrial alemão. Prova-o, por exemplo, a vitória na corrida ao comando do programa de desenvolvimento de arquitetura nova para carros elétricos acessíveis (preços entre 20.000 e 30.000 EUR). Chama-se MEB-Entry (ou MEB-Lite) e baseia-se na MEB estreada pela vw no ID.3, mas diferencia-se por ter dimensões mais compactas e tração dianteira. Neste programa, a SEAT também assume a responsabilidade de produzir cerca de 500.000 automóveis por ano na fábrica de Martorell, unidade industrial localizada nos subúrbios de Barcelona que recebeu modernização importante para garantir a montagem de Cupra Raval, VW ID.2 e demais carros elétricos pequenos do grupo, com a parceira de consórcio Skoda entre Os clientes. A marca espanhola também tem o comando do “Small BEV Cluster”, que conta com mais de 100 fornecedores 75% dos componentes são fabricados no país, nomeadamente as baterias, com Gigafactory instalada em Sagunto, localidade situada na Comunidade Valenciana, província vizinha da Catalunha. O investimento ronda os 10 mil milhões de euros. Entre os automóveis em desenvolvimento sob supervisão da SEAT encontram-se o VW ID.1 a fabricar em Portugal, na Autoeuropa. Este citadino elétrico com 3,880 m antecipado pelo estudo ID.EVERY1 tem início de produção programado para 2027. Antes, a marca espanhola contará com carro baseado na mesma arquitetura, que posicionará na base da gama, abaixo do Cupra Raval. A SEAT, aos 75 anos, tem, outra vez, missão importante nas mãos: agora, pede-se-lhe participação ativa na democratização do carro elétrico. E espera-se, de novo, o cumprimento muito bem-sucedido da tarefa, por dispor de todas as “ferramentas” para consegui-lo , capacidade e ecossistema para a produção, liderança técnica e tecnológica, e geração nova de automó- veis capaz de garantir a transição do motor de combustão interna para o elétrico! Os números do sucesso Em 2024, num ambiente económico desfavorável e com o mercado automóvel em "contramão”, a SEAT, com a Cupra, conseguiu resultados históricos na produção e nas vendas, comportamento por detrás do desempenho financeiro fora de série. A com-panhia entregou 558.100 carros, mais 7,5% do que em 2023 (segundo melhor desempenho de sempre) e fabricou 583.218 unidades (+9,2%), 481.020 na fábrica de Martorell (+8,5%). A SEAT comercializou 310.000 (+7,5%), com o Ibiza e o Arona como “best-sellers”, enquanto a Cupra totalizou 284.100 (+7,5%), número recorde para a marca Formentor “número um”, à frente do Born. SEAT e Cupra também “aceleraram” no domínio da eletrificação. No ano passado, combinadas, venderam 97.400 automóveis com as tecnologias que associamos a este processo, o que correspondeu a 17,5% das entregas , neste "pacote”, 97.400 híbridos Plug-In e 48.000 elétricos. As receitas foram de 14,5 mil milhões de euros e o lucro operacional atingiu os 633 milhões de euros, o que também representou um recorde para o fabricante! A SEAT, precisamente devido à eletrificação, encontra-se empenhada com o maior processo de transformação em 75 anos, mas os objetivos da empresa mantêm-se. TrabaIhar na democratização da mobilidade, o que significa torná-la cada vez mais acessível. Em sete décadas e meia de história, a empresa apresentou 77 modelos, do 1400 ao 600 e ao 127, do Ibiza ao Córdoba, os primeiros automóveis fabricados em Martorell, originalmente ao ritmo de 1500 carros por dia. Atualmente, e depois de mão cheia de intervenções para ampliação e modernização da infraestrutura, a unidade produz um automóvel a cada 40 segundos, o que corresponde a cerca de 2300 por dia. A SEAT, atualmente, dispõe de três centros de produção no país vizinho, em El Prat de Llobregat e Martorell, é o maior investidor industrial em Espanha, nos domínios da Investigação e do Desenvolvimento, e tem Centro Técnico que comemora, este ano, o 50.0 aniversário e conta com Centro de Design desde 2007. O Ibiza é o carro mais bem-sucedido na história da marca (em 41 anos, cinco gerações e mais de 6 milhões de unidades vendidas). O fabricante exportou o primeiro automóvel só em 1965 (Colômbia) e, em 2024, está ativo em mais de 70 países, com as exportações a representarem mais de 80% da produção. ? tem cerca de 14.000 colaboradores, muitos formados na Escola de Aprendizes criada em 1957 e que formou já mais de 3000 pessoas. Em Portugal, a SEAT iniciou as operações durante a década de 1980. Desde então, mantém-se na paisagem automóvel do nosso País. JOSÉ CAETANO