FIAT GRANDE PANDA HYBRID
2025-06-24 21:07:15

Fiat Grande Panda Hybrid eDCT La Prima a ONVENCIDOS! Ao volante. A Fiat tem geração nova do Panda, a quarta desde 1980. O sucessor do automóvel introduzido em 2011 ganha o nome Grande, devido ao aumento (muito) importante das dimensões e ao reposicionamento no segmento B, em vez de no A, produz-se, ainda, apenas como elétrico ou híbrido. Depois de experimentarmos o primeiro, conduzimos o segundo, que tem 110 CV e preços a partir de 18.600 EUR. Grande Panda é o primeiro automóvel produzido pela Fiat para vender em todo o mundo desde o fim da carreira comercial do Palio (1996-2017). Este facto, por si, é demonstrativo da importância do carro com quase 4 m de comprimento e 5 portas baseado na Smart Car, arquitetura técnica da Stellantis que também encontramos nas gerações novas do Citroên c3 e do Opel Frontera. OS italianos, finalizado este programa de lançamento, planeiam fabricar cerca de 300.000 exemplares por ano em três unidades industriais, duas na Europa (Itália e Sérvia), outra na América do Sul (Brasil). Atualmente, o sucesso do fabricante mais internacional da Stellantis , o mercado europeu representa apenas 40% das vendas... , depende muito do Strada à venda na América do Sul, nomeadamente no Brasil, e do Tipo que continua a produzir-se na Turquia e a comercializar-se em diversos países com economias emergentes. A introdução do Grande Panda “abana” este “status quo” e cria oportunidade à Fiat. Olivier François, diretor do construtor, apresenta-o como candidato a “best-seller” e antecipa que o mercado europeu represente só 50% das vendas. E, nesta região, como o programa de eletrificação do automóvel avança mais depressa, estima-se que as versões sem motores de combustão interna representem entre 15% a 20% do número total de registos do segmento B novo. Em Portugal, o Elétrico com 113 CV e bateria com 45 kWh de capacidade (até 320 km de autonomia, promete-se...) tem preços desde 23.547 EUR. Na gama do subcompacto, que contará com mecânica térmica sem tecnologia de eletrificação até ao fim do ano, mas só nos mercados que a exigem, o que tornará o carro ainda mais atrativo e competitivo, comercialmente, também encontramos motorização híbrida (MHEV). Está disponível com três níveis de equipamento (Pop, Icon e La Prima) e encontra-se disponível a partir de 26.600 EUR. Em Itália, na estreia dinâmica do Grande Panda Hybrid, conduzimos a versão (térmica) de topo. Habitabilidade e mala convencem O Grande Panda Hybrid, no essencial, é igual ao Grande Panda Elétrico. Logo, tem habitáculo muito espaço, bagageira com capacidade acima da média na categoria e dimensões compactas que facilitam sobremaneira a manobrabilidade em meios urbanos, o “habitat” do subcompacto da Fiat. A condução citadina é sempre ágil e é-o devido à ligeireza de todos os comandos importantes para a função e, ainda, à resposta convincente do sistema de propulsão. Mas, por partes, ponto por ponto... O interior do Grande Panda tem espaço mais do que suficiente para cinco adultos, mas recomenda-se apenas quatro a bordo, com dois nos bancos posteriores, uma vez que o lugar central traseiro tem dimensões mais reduzidas e, por isso, é menos confortável, o que desaconselha a utilização em deslocações demoradas. O carro da Fiat, recordamo-lo, comparado com o automóvel que substituirá, após o fim da terceira geração, de 2011, que a marca de Turim continua a produzir em Itália, por ainda existir procura, tem mais 35 mm de comprimento e 24 cm entre eixos. ? são estas diferenças nas dimensões que explicam quer o nome do carro novo, quer as vantagens que apresenta no frente a frente com o Panda, nomeadamente na mala = 412 a 1366 litros “contra” 225 a 1000 litros. O Grande Panda tem, igualmente, apresentação (exterior e interior) mais atrativa e moderna. No habitáculo, materiais e montagem de qualidade, mesmo tratando-se de zona em que o plástico é predominante, não detetámos falhas muito graves na ergonomia e, no painel de bordo, existem, ainda, monitores para a instrumentação (10? ) e o programa multimédia (10,25") = estão posicionados longitudinalmente e lado a lado sob cobertura com desenho inspirado no circuito oval que ainda existe no topo do Lingotto, fábrica construída entre 1916 e 1923, e desativada em 1982. A pos-sibilidade de personalização dos menus e a informação são limitadas (regista-se, por exemplo, a inexistência de dados sobre os consumos). A climatização tem comandos físicos, o que torna a utilização mais fácil e intuitiva, facto que também beneficia a segurança na condução, e conta-se com a hipótese de desativação de diversas assistências eletrónicas, como a que alerta para o limite de velocidade. O Grande Panda não tem o formato da moda na indústria automóvel (Sport Utility Vehicle), mas o sucesso da fórmula no segmento B fez com que a Fiat trabalhasse na conceção de carro que tem algumas características desse tipo de modelos, da posição de condução sobrelevada aos 183 mm de altura ao solo. ? o banco tem o apoio de cabeça integrado no encosto, o que impede a regulação em altura desse elemento. Motorização (re)conhecida A versão Hybrid tem sistema da SteIlantis com competências (re)conhecidas. Esta motorização já equipa diversos automóveis do consórcio, nomeadamente Citroên C3, Jeep Avenger, Opel Corsa e Peugeot 208. A mecânica térmica com 3 cilindros, 1,2 litros, injeção direta e sobrealimentação turbo disponibiliza 101 Cv e é apoiada por máquina elétrica com 29 cv arrumada na caixa automática de 6 velocidades e embraiagem dupla , e alimenta-a bateria com 0,89 kWh de capacidade nominal e 0,43 kWh de capacidade bruta. E, assim, este carro consegue movimentar-se sem emitir gases de escape e silenciosamente, mas apenas em distâncias pequenas e só a ritmo muito moderado! No entanto, assim, cumpre-se a missão de diminuir o consumo de combustível. O Hybrid com 110 cv (a potência combinada do sistema) tem apenas mais 3 cv do que o Elétrico, mas o primeiro Grande Panda peso muito menos do que o segundo (a diferença aproxima-se dos 220 kg!), o que beneficia consumo e “performances”, com 10 segundos em vez de 11 no arranque 0-100 km/h e 160 km/h em vez de 132 na velocidade máxima. A motorização não é tão silenciosa como a elétrica, mas o Fiat está bem insonorizado e a tecnologia MHEV controla muito bem a intervenção dos dois motores e atuação da regeneração da energia durante as desacelerações e as travagens, a forma de recarregamento da bateria. Dinamicamente, o Grande Panda também satisfaz, mesmo conduzindo-o fora dos ambientes urbanos em que é mais “despachado". A suspensão trabalha de forma correta no amortecimento das irregularidades dos pisos e no controlo de todos os movimentos da carroçaria nas transferências de massa = mas apenas e só se não exagerarmos na velocidade em curva. Regresso do 4x4 na agenda MOTORIZAçAO Arquitetura3 3 cilindros em linha (+ motor elétrico) Capacidade 1199 cc Alimentação Injeção direta, Turbo, Intercooler Distribuição 2 a.c.c./12V Potência 110 cv/5500 rpm Binário 205 Nm/1750 rpm TRANSMISSAO Tração Dianteira Caixa de velocidades Automática de 6 vel. CHASSIS Suspensão F Ind. MacPherson Suspensão T Eixo de torção Travões F/T Discos ventilados/Discos Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,9 m DIMENSOES E CAPACIDADES Comprimento/Largura/Altura 3,999/1,763/1,586 m Distância entre eixos 2,540 m Mala 412-1366 litros Depósito de combustível 44 litros Pneus F 205/55 R17 Pneus T 205/55 R17 Peso 1422 kg Relação peso/potência 12,9 kg/cv PRESTAçOES E CONSUMOS Velocidade máxima 160 km/h Aceleração 0-100 km/h 10,0 S Consumo médio (WLTP) 5,1 l/100 km Emissões de CO2 (WLTP) 117 g/km A Fiat introduziu o Panda 4x4 em 1983, três anos depois da apresentação do carro citadino com que substituiu o 126 introduzido no mercado europeu em 1972. Esta versão de topo do automóvel com 3,380 m de comprimento, 2,620 m entre eixos e 3 portas desenhado por Giorgetto Giugiaro contava com sistema de tração integral da Steyr-Puch, companhia austríaca com credenciais na conceção e produção de 4x4. O sucesso comercial foi quase instantâneo, por não contar com concorrentes diretos e combinar características surpreendentes para condução fora de estrada, sobretudo em zonas montanhosas e rurais ou sobre gelo, neve e lama, com preço acessível e sentido prático. O Panda 4x4 tinha suspensão sobrelevada, o que aumentava a altura livre ao solo, proteções inferiores para proteção da carroçaria e dos órgãos mecânicos, e pneus específicos, por isso podendo movimentar-se fora do asfalto sem (muitas!) "dores de cabeça", razão por detrás do sucesso do pequeno Fiat. E, assim, sem surpresa, este carro com dimensões muito compactas que facilitavam bastante a condução em cidade e o estacionamento conquistou legião de adeptos em muitos países da Europa, mesmo impressionando pouco no conforto e na suavidade de rolamento, devido à firmeza do amortecimento. A primeira versão tinha motor de 4 cilindros e 903 cc do 127, com 48 cv, mecânica a gasolina partilhada com o 127 que permitia 140 km/h de velocidade máxima e 19 segundos no arranque 0-100 km/h. Em 1986, introdução do 1.0 Fire, primeiro com 50 cv, depois com 54 cv, em versão batizada com nome de submarca da Benetton (Sisley) que contribuiu para a popularidade do citadino. E a mecânica estreada no Uno destacava-se pelo funcionamento eficiente e refinado, manutenção acessível e pacote de equipamento exclusivo atualmente, devido a esta combinação, este automóvel é objeto de coleção. Tecnologia do Jeep Avenger 4xe O sucesso do Panda 4x4 fez com que a Fiat nunca renunciasse à tração integral no míni, mesmo nas gerações mais recentes. Por isso, pouco surpreendentemente, a marca de Turim, por ocasião da apresentação da versão híbrida do Grande Panda, também exibiu estudo que antecipa versão 4x4 do segmento B novo. Este modelo, tecnicamente, aproxima-se muito do Jeep Avenger 4xe e prenuncia concorrente do 4 Savane 4x4 que a Renault desvendou muito recentemente, também na forma de "concept". A Fiat não divulgou as especificações técnicas do protótipo, mas disse que motor elétrico no eixo traseiro assegura a disponibilidade da tração integral, a exemplo do que acontece no Jeep Avenger 4xe com 145 cv, que associa mecânica 1.2 Turbo a gasolina (136 cv) a dois motores elétricos (anterior e posterior), ambos com 29 cv e alimentados por bateria com 0,89 kWh de capacidade nominal. Esteticamente, o 4x4 diferencia-se "q.b." do Grande Panda elétrico ou híbrido, por contar com duas mãos cheias de detalhes reminiscentes do Panda 4x4 produzido na década de 1980, da cor escolhida para a pintura da carroçaria e das jantes aos pneus específicos. A Fiat abandonou a produção do Panda 4x4 há dois anos. Esta decisão baseou-se, à época, no excesso de emissões de co2 e na procura reduzida do automóvel. No entanto, o progresso da tecnologia, nomeadamente a montagem de motor elétrico no eixo traseiro, talvez “abra a porta" ao regresso do modelo!... FICHA TêCNICA ê ACESSÍVEL, ECONõMICO E ESPAçOSO, E RECOMENDA-SE! FIAT PREçO (CLIENTE PARTICULAR) 22.600 EUR* *Pop por 18.600 EUR e Icon por 20.100 EUR JOSÉ CAETANO