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BREVE ENCONTRO - GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA DST

Jornal de Letras, Artes e Ideias

2025-06-25 13:43:05

Para assinalar os ?? anos do Grande Prémio de Literatura dst, o dstgroup decidiu organizar o ?? horas ?? anos de Grande Prémio de Literatura dst , um festival cultural que, ao longo de ?? horas, celebrará a palavra nas suas mais diferentes formas.com arranque marcado para as ??h de dia ?? de junho, o evento terminará na ma - drugada de ??, após o momento alto da festa: a Gala de entrega do Prémio, no Theatro Circo, com a presença da vencedora Luísa Costa Gomes. O JL conversou com Miguel Pinho, Diretor do departamento criativo do dstgroup e responsável pela programação do festival. JL: Por que razão, há ?? anos, uma empresa de engenharia teve vontade de criar um prémio de apoio à produção literária? Miguel Pinho: Diria que veio de um histórico pessoal e emocional do próprio engenheiro José Teixeira, cuja infância foi fortemente impactada pela carrinha itinerante da Gulbenkian, que lhe permitiu ter acesso a livros, numa altura em que Braga era ainda uma cidade muito pequena e rural. É a primeira vez que abrem o Grande Prémio de Literatura desta forma ao público? Sim, o intuito foi precisamente celebrar estes ?? anos, abrindo as portas à cidade e, por isso, quisemos que as disciplinas artísticas representadas neste festival fossem muito variadas, para mostrar que a palavra pode ser muito mais do que apenas a escrita. De que forma é que isso se reflete no programa? Temos recitais de poesia, oficinas de escrita, cerâmica, ilustração e tecelagem. Além da inauguração de uma exposição da Ana Vidigal, cujo trabalho se coaduna na perfeição com o tema do evento, porque ela vai buscar a ideia de memória e descreve-a, recorrendo a diferentes formas de expressão artística, que são também exploradas noutras iniciativas do programa. Como por exemplo? O têxtil. Vamos ter uma oficina de tecelagem, na qual a Mónica Faria e quatro antigos trabalhadores de uma empresa têxtil da região irão fazer, com os participantes, uma peça em conjunto, a partir das palavras, das memórias, que esses trabalhadores têm estado a partilhar com a Mónica. As restantes propostas do programa também são assim tão participativas? A maioria sim. Quisemos abrir espaço para que as pessoas participassem efetivamente, de forma ativa. Por exemplo, a CNB vai apresentar o Clube de Leituras Dançadas, durante o qual alguns bailarinos vão interpretar poesia de Camões, lê-la e fazer com que o participantes também a leiam, seguindo-se uma oficina de movimento entre os bailarinos da CNB e os participantes. Outro exemplo é Semiótica do Bacalhau, a performance dos artistas plásticos João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira. Eles vão falar da importância do peixe na cultura popular portuguesa, como se estivessem num programa de culinária, só que, ao mesmo tempo, os participantes estão sentados a uma mesa a cozinhar, e depois a comer, bacalhau à Brás, com os artistas. Há alguma atividade para crianças? A oficina de ilustração e escrita com o Afonso Cruz, das ?h às ??h de sábado, é mais orientada para famílias. J Miguel Pinho