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ENTREVISTA A STELLA LI- PROTAGONISTAS NA EUROPA

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2025-06-25 21:03:39

Entrevista. A BYD tem dois carros novos elétricos na Europa: Dolphin Surf e Atto 2. Stella Li, o rosto mais conhecido da marca chinesa no Velho Continente, durante encontro com o júri do AUTOBEST, associação de jornalistas e títulos do setor automóvel em que E-AUTO representa Portugal, apresentou os pontos fundamentais do plano estratégico para a região. A ambição é ganhar cada vez mais dimensão. ABYD, em maio, mês em que os elétricos representaram 19% das matrículas de carros novos em Portugal, foi a marca número um no mercado nacional, na tecnologia, o que sucedeu pela primeira vez na história de fabricante só há dois anos no nosso País. Para os chineses, trata-se de proeza digno de registo, que conseguiram com o registo de 441 unidades, número que corresponde a crescimento de 231,6% (!), na comparação com período homólogo do ano passado. Peugeot (408), BMW (399), Citroên (381) e Tesla (326) completaram o "top-5". No acumulado de 2025, o desempenho da BYD não impressiona menos: quarta no “ranking”, com 1973 automóveis (crescimen-to de +150,8%, igualmente no frente a frente com o mesmo período do ano passado). Mais, apenas Tesla (2773,-34,7%), Peugeot (2061, +130,3%) e BMW (1867, 16,8%)! Este sucesso da marca chinesa surpreende pouco, por contar com gama cada vez mais diversificada/numerosa e bem-adaptada ao mercado nacional, com carros atrativos e, sobretudo, competitivos. ? antecipa-se segundo semestre ainda mais bem-sucedido, com o impacto comercial positivo das novidades Atto 2 e Dolphin Surf. Stella Li é o rosto da marca na Europa. A chinesa trabalha na empresa desde 1996 e assumiu o comando da operação no Velho Continente em maio de 2024, acumulando a função com o programa de expansão na BYD na América. E o impacto da ação da vice-presidente executiva do fabricante chinês foi quase imediato, como demonstram Os números. Em Roma, Itália, na apresentação do Dolphin Surf, carro que apresentamos em detalhe nesta edição de E-AUTO, conversou comos jurados do AUTOBEST. Operações concentradas na Hungria P. , A BYD está a implementar estratégia nova, reagindo às mudanças nos EUA e na Europa. E, recentemente, anunciou a instalação de sede e centro de investigação e desenvolvimento na Hungria, o que representa um sinal de confiança no Velho Continente. Atualmente, na região, estão em quantos mercados e quantos ambicionam ter? E quais são, ainda, os vossos planos mais imediatos? R. , O nosso programa de ação é ambicioso. Queremos tornarmo-nos num dos protagonistas de referência no automóvel. Estamos a preparar equipas para cumprirmos esse objetivo, com a contratação de especialistas do setor. Recentemente, também anunciámos a instalação da nossa sede europeia em Budapeste, na Hungria, que será apoiada por centro de investigação e desenvolvimento. E, também na Hungria, continuamos a trabalhar na construção da fábrica de automóveis ligeiros de passageiros, em Szeged. Isto prova a ambição da BYD na Europa. Já estamos em muitos mercados, mas queremos apresentar-nos e competir em todos. P. , E no que respeita ao plano de produtos, qual é a estratégia? o Atto 2 foi-nos apresentado como determinada para a concretização dos objetivos de crescimento mais rápido na Europa e o Dolphin Surf também persegue esse objetivo... R. , Sim, concordo, penso que o Dolphin Surf e o Atto 2 são fundamentais para aumentarmos as vendas na Europa. O primeiro compete no segmento A e o segundo no B. Estas categorias, aqui, são muito importantes. E, com estes carros, também estamos a contribuir, ativamente, para a democratização do automóvel elétrico. P. = Considerando essa resposta, podemos pressupor que estes dois carros serão fabricados na Hungria? R. = Sim, o “palpite” está correto. Híbridos Plug-In muito importantes P. an Na Europa, sobretudo entre os políticos, continua a discutir-se o futuro do automóvel. E a BYD não produz só elétricos. Também tem híbridos Plug-In. Contam com esta combinação de tecnologias para o mercado europeu? R. = Esperamos que continuem confusos. Essa situação cria-nos mais hipóteses de sucesso! Mas, na Europa, existem mercados muito diferentes. Repare no caso da Itália, por exemplo: a quota de carros elétricos nas vendas de automóveis novos é de menos de 10% e isto significa que esta tecnologia continua sem convencer os clientes, porventura devido à inexistência da infraestrutura de carregamento das baterias. Por isso, neste país, a tecnologia híbrida Plug-In DM-I representa quase 65% do negócio da BYD. Em Espanha, a situação é muito semelhante. Os nossos PHEV percorrem 80 km a 120 km de forma elétrica, o que elimina a ansiedade que associamos à autonomia dos elétricos. E, futuramente, podermos chegar aos 200 km! Assim, OS condutores beneficiam da liberdade de percorrerem muitos quilómetros no mesmo carro. ? fazem-no com muito menos consumos de gasolina do que nos automóveis com motores de combustão interna. P. = Por curiosidade, por que não faz a comparação com os motores Diesel? R. , Atualmente, penso que já existem quaisquer dúvidas: esta tecnologia é muito melhor e é-o até em termos económicos. *AUTOBEST JOSÉ CAETANO