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FORD CAPRI PREMIUM EXTENDED RANGE AWD 79 KWH

Auto Drive

2025-07-07 21:05:42

Já não é o nosso primeiro texto publicado sobre O Capri. Nem o segundo, nem o terceiro. Mas desta feita, andámos no que que tem um motor em cada eixo, bateria de 79 kWh úteis, 340 CV, 545 Nm, tração às quatro rodas e autonomia prometida de até 592 km. Carrega também a bateria a 180 kW em cc, demorando 26 minutos para elevar O SoC de 10 a 80% em tais condições (ultra) privilegiadas, ou carregar 188 km de autonomia em apenas 10 minutos; grosso modo, com algumas diferenças de FOMOS ATÉ ALFRAGIDE, ã FORD, BUSCAR UM CARRO. E O CAPRI? ALI! A OLHAR PARA NÓS COM 340 CV, JANTES GIGANTES E TOM “VERMELHO LúCIDO”, OU ASSIM LHE CHAMAM, MAS EM INGLÊS. DIZEM QUE FAZ 5,3 SEGUNDOS ATÉ AOS 100 E NÓS: “TUDO BEM, VAMOS A ISSo!” programação e afinação é o mesmo grupo motriz montado em dois dos maiores protagonistas desta edição, o Skoda Elroq RS e O VW ID. Buzz GTX. EH Pã, MAS CAPRI PORQUê? E... já tanto se disse, já tanto se escreveu sobre a usurpação do nome deste Elétrico-Nos-tálgico(Não), etc e etc e tal. Mas, se durante este ensaio, me tivessem dado uma nota de mil por cada vez que alguém, mesmo insuspeito, me viesse dizer “Ah, mas é que deram o nome Capri a este carro? o que é que tem a ver?” Bem.., no fundo o carro é um Ford europeu, e é.. um coupé. E já se percebeu que hoje em dia, a maioria dos coupés têm cinco portas, são altaneiros e gigantes, muitos deles elétricos e... acima de duas toneladas de peso; voltámos aos tempos da “gordura é formosura”, pelo menos gordura elétrica. Nem sempre são giros de conduzir, mas, ironia do destino, tirando partido da facilidade que há em dar corrente e montar vários motores elétricos, a maioria tem performances muito acima dos automóveis que lhes cederam o nome. Ainda assim, eu diria que este Ford podia-se chamar “Explorer-coupé”, que assim só se deturpava uma dinastia, em vez de duas. E dito isto, podemos relembrar que sim, o Capri não é mais nem menos do que um Explorer (europeu) em verSão coupé. E muito rapidamente, e para despachar esta parte, é “igualzinho”, mas: tem mais 16,6 centímetros de comprimento, uma mala que, com 572 litros, não só é (muito) maior que a do Explorer com os seus 470 litros como bate a maioria da concorrência; e tem um coeficiente aerodinâmico (cx de 0,26) que lhe permite um alcance maior do que o do Explorer. São prometidos 592 km. Conseguimos? Não. Andámos ali pelos 400, mas... achamos sempre que a culpa é nossa e fizemos tudo mal, ou então ligámos muito o ar condicionado, ou acelerámos mais naquela tal subida de auto-estrada tão íngreme. Enfim, algo assim do género. E pronto, lá vamos nós de novo para o carregador de 180 kW da Norauto do Ubbo da Amadora fazer novas amizades. DINâMICO? “Mas e o carro? Anda imenso e tem umas grandes rodas! e giro de conduzir?” Bem, rodas enormes sim e com pneus de medidas a condizer: 235/50 R20 à frente e 255/45 R20 atrás. Tem também amortecedores (passivos mas) de frequência seletiva de série (ao contrário do primo Vw ID.5 que só tem DCC nas versões de topo, do ID. Buzz GTX, Cupra Tavascan vz e a dupla dinâmica dos Skoda Elroq e Enyaq RS), mas e apesar da promessa de que OS Ford são muito mais dinâmicos que OS ID (4e 5) e que o acerto da Ford neste ponto era mais refinado e mudava tudo, a verdade é que... se por um lado Explorer e Capri são mais confortáveis que os primos-irmãos (sem os chassis DCC, pois com estes o caso muda de figura), na realidade a parte dinâmica fica algo refém de uma direção que está longe dos pergaminhos das que encontramos em tantos dos Ford que por aqui fizeram manchete de capa e tanto vangloriámos pela precisão; também com perto de 2,2 toneladas de peso e suspensão passiva é complicado fazer milagres, além de que o Capri também não tem a direção com cremalheira de passo variável das versões mais apimentadas da MEB no grupo vw. E nem precisamos de estar com comparações injustas com OS “ST da vida airada”, até face a um Fiesta ou Focus “mil” a aptidão aqui é fraca, com um tato sempre muito artificial e demasiado leve. Existem até três níveis pelos quais podemos optar: Eco, Normal e Sport; mas não mudam muita coisa e a experiência de nos fazer adorar o folego fica algo comprometida em curva. Não que O Capri não se comporte bem, com segurança e até eficácia, mas não nos regozijamos com o que estamos a fazer ou queremos fazer. Mas... a vida é assim, não se pode ter tudo. E ou se tem um carro entusiasmante, ou então... um elétrico que faz muitos quilómetros. Mesmo assim, há a dizer que a suspensão é 6 mm mais baixa do que vimos no Explorer. Há igualmente alguma inclinação lateral em curva e oscilações quando o piso não é perfeito, mas “tudo se faz” e, acima de tudo, a frente resiste bem à subviragem. Só existem dois modos de regeneração e, na verdade, fazem falta as patilhas para selecionar vários patamares, como, por exemplo, temos nos vw provenientes desta base; o preço que a Ford queria pagar não dava direito a esses luxos. Porém, o Capri tem diversas virtudes, como uma muito boa motricidade (muitos pontos acima das propostas chinesas, por exemplo) e uma insonorização muito bem conseguida, algo que aliado a uma habitabilidade bastante generosa, o poderá eleger por muitos; e, na verdade, no mercado das empresas, que é onde se vendem os elétricos deste escalão de preço em Portugal, OS negócios perdem-se e ganham-se na proposta financeira, com muito raras exceções. EQUIPAMENTO GENEROSO Dizer ainda que equipamento é coisa que não falta ao Capri, além das jantes de 20 polegadas, esta versão Premium “oferece” o portão traseiro de abertura sem mãos, luz ambiente em 10 cores, faróis Full Led matriciais, bancos 100% em pele sintética e uma incrível “alta fidelidade” Bang & Olufsen, o que em caba por justificar um preço base a começar nos 59 718EUR. No entanto, os 340 cv de potência e as quatro rodas motrizes também se podem ter na versão Select, por 55 682EUR, embora com umas jantes de design mais feioso e sem luxos com os faróis matriciais, os bancos em pele e o som catita da alta fidelidade. Mas pronto, por vezes, uma emoção de um poder de aceleração dos o a 100 km/h de 5,3 segundos pode ser mais impactante do que ouvir o hino de Portugal em alta fidelidade cantado pelos irmãos Rosado..., opções! E por falar em opções, não há Capris mais baratos? Por 48 536EUR temos Select com 286 cv de potência, tração traseira, 6,4 segundos nos 0 a 100 km/h e 6,4 segundos, mas com a vantagem de autonomia subir até aos 692 km. Nah, ainda é caro. Bom, então a única opção que resta é o Style, com motor de 170 cv, bateria pequena de 52 kWh (a assim também é o único que pesa menos de duas toneladas), 393 km de autonomia, 0 a 100 km/h em 8,7 segundos e velocidade máxima reduzida dos 180 para os 160 km/h. // 0 CAPRI e UM SUV, Só QUE ASSIM MAIS PARA 0 FASTBACK HAVENDO AINDA QUEM LHE CHAME "CROSSOVER" NA VERDADE e UM PRIMO (PRiMãO ATe) DO VW ID.5 MAS COM PRODUçãO AUTiNOMA DA FORD, NA UNIDADE DE COLóNIA TRAçâO âS QUATRO RODAS, 340 CV, 545 NM, BATERIA DE 79 KWH UTEIS E AUTONOMIA DE ATe 592 KM, QUE CARREGA ATe 185 KW CC, INDO DOS 10 AOS 80% EM 26 MINUTOS. 0s 0-100 EM 5,3 SEGUNDOS E VELOCIDADE MâXIMA DE 180 KM/H POR DENTRO 0 CAPRI CATIVA PELO ENORME ESPAçO A BORDO. A DECORAGâO TAMBéM NâO DESILUDE, E 0S BANCOS ATé MUITO AGRADAM. MAS.. NâO ? UM CARRO PREMIUM FORD CAPRI MOTOR Tipo dois motores elétricos Potência 340 Cv Binário 545 Nm Bateria iões de lítio com cátodo NCN, 84 kWh capacidade bruta e 79 kWh úteis DIMENSoES Comp./Larg./Alt. 4634/1872/1626 mm Peso 2174 kg Pneus 235/45 R21; 255/40 R21 PRESTAçoES Velocidade máxima 180 km/h Aceleração o a 100 km/h em 5,3 seg. Autonomia até 592 km ciclo combinado Carregamento 185 kW Co e 11 kW CA CONSUMOS 15,3 kWh/100 km em ciclo combinado PREçO 59 717EUR (AWD Premium) AVALIAçâO AUTO DRIVE João Santos Matos