pressmedia logo

ACORDO MERCOSUL-UE É AVANÇO NUM MUNDO EM DESCONSTRUÇÃO, DIZ CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

Público Online

2025-07-07 21:06:42

Para Luís Marques Mendes, do PSD, os dois blocos econômicos só têm a ganhar neste momento de grandes incertezas internacionais. Tratado resultará em um mercado de 720 milhões de consumidores. Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil. Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS. Candidato pelo Partido Social Democrata (PSD) à Presidência de Portugal, Luís Marques Mendes afirmou, em participação no Fórum de Lisboa, nesta quinta-feira (03/07), que a União Europeia e o Mercosul - que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - devem aproveitar "o momento de desconstrução mundial" para dar os últimos passos para a efetivação do tratado comercial entre os dois blocos, que vem sendo negociado há mais de duas décadas. "Estamos falando de um mercado comum de 720 milhões de consumidores. Nos últimos anos, só vimos acordos nessa dimensão com o Nafta (Estados Unidos, Canadá e México) e entre 15 países da Ásia", assinalou. Ele listou as razões sobre porque considera a parceria entre a UE e o Mercosul vantajosa. "A primeira delas é o tamanho do mercado em si. Depois, vem a estabilidade para os países integrantes do bloco, que será um contraponto importante num momento em que os Estados Unidos instalaram um clima de instabilidade no mundo, por conta da política tarifária de (Donald) Trump", listou. No entender de Marques Mendes, com a assinatura do tratado, Portugal se tornará a porta de entrada dos produtos do Mercosul para a Europa e o Brasil, para os produtos europeus no Mercosul. "Esse acordo já não é expectativa, é certeza", ressaltou o político. Ele reconheceu, porém, que, até a ratificação final, haverá resistências a serem enfrentadas, principalmente, no setor agrícola. "Mas é natural", frisou. Ele lembrou que o Brasil já é o maior exportador de produtos agrícolas para a União Europeia e vem ampliando as vendas para a região de petróleo e minerais. É preciso ressaltar ainda, segundo Marques Mendes, a abertura, nos próximos dias, do escritório do ApexBrasil em Lisboa e o fato de a Embraer ter, em Évora, um dos seus centros de produção de aviões. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui. Também para o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, o acordo entre a União Europeia e o Mercosul é vital num mundo marcado por incertezas. "Esse tratado traz muitas vantagens para os dois blocos", frisou. Na avaliação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o acordo abre muitas perspectivas. "Temos oportunidades e não podemos perdê-las", emendou. Mundo perigoso Marques Mendes assinalou, em sua exposição, que o mundo vive um momento perigoso, sobretudo, pela falta de uma instituição que realmente funcione com mediadora de conflitos. "Esse papel deveria estar sendo feito pela ONU (Organização das Nações Unidas), que, infelizmente, tornou-se irrelevante. A ONU não tem mais capacidade de intermediar nada, e o problema não é (do português) António Guterres, que está à frente da entidade", disse. Para ele, a perda de relevância da ONU se torna mais preocupante diante da tensão provocada pelo que acontece em Gaza e no Oriente Médio como um todo. "Há, ali, uma situação que desafia o direito internacional. Não se coloca em causa o direito de Israel de se autodefender, mas, sim, o que se passa na região", afirmou. "Além disso, há a guerra na Ucrânia, em que a soberania de um país foi atacada (pela Rússia) sem que haja uma instituição capaz de mediar uma possível solução" acrescentou. Promo App PÚBLICO BrasilUma app para os brasileiros que buscam informação. Fique Ligado! tp.lisarbocilbup@senunetneciv Vicente Nunes