TRANSPORTES VOLTAM A ESTAR ENTRE OS SETORES COM MAIOR DESCIDA NA CRIAÇÃO DE NOVAS EMPRESAS
2025-07-07 21:06:54

No 1.º semestre de 2025, o setor dos Transportes desceu 26% face a igual período do ano passado, com menos 686 constituições de empresas, avança a consultora Informa D&B, que diz que “mais de metade dos setores descem na criação de empresas” nos primeiros seis meses do ano. O setor dos Transportes voltou a estar entre os que mais desceram na criação de novas empresas no primeiro semestre do ano, registando uma queda de 26% face a igual período do ano passado, com menos 686 constituições de empresas, de acordo o relatório Informa Business by Data, da consultora Informa D&B. “Nos primeiros seis meses deste ano, mais de metade dos setores descem na criação de empresas. À semelhança do que ocorre desde 2024, os Transportes mantêm a maior queda (-26%; -686 constituições), nomeadamente nos Transportes terrestres (-29%; -710 constituições), e sobretudo nas atividades de serviços de transporte de passageiros, a pedido, em veículo com condutor ”, lê-se no comunicado divulgado pela consultora. Tal como os Transportes, também os setores do Retalho e dos Serviços gerais apresentaram fortes descidas, com o Retalho a recuar 11% (-288 constituições), com destaque para o retalho alimentar (-36%; -210 constituições), enquanto a criação de empresas nos Serviços gerais desceu 6,3% (-136 constituições), sobretudo as atividades relacionadas com saúde, desporto e bem-estar. Já o setor do Alojamento e Restauração registou uma descida de 3,2% na constituição de novas empresas, que se ficaram pelas 2650 empresas constituídas entre janeiro e junho de 2025. Mas as descidas foram comuns a mais de metade dos setores económicos, com a Informa D&B a indicar que, no primeiro semestre de 2025, “foram constituídas 27 723 novas empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 0,6% face ao período homólogo (-180 constituições)”. Em sentido contrário estiveram as Atividades imobiliárias, que lideraram as subidas na criação de empresas, “com um crescimento de 22% face ao período homólogo (+605 constituições), em especial a Compra e venda de bens imobiliários (+24%; +377 constituições)”. Também a crescer estiveram os setores da Construção (+9,6%; +315 constituições), sobretudo a atividade da Construção de edifícios residenciais e não residenciais (+12%; +254 constituições), e a Agricultura e outros recursos naturais (+18%; +151 constituições), crescimento que se concentrou nos distritos de Braga, Viseu, Portalegre e Beja. Por regiões, foi na Grande Lisboa (-4,6%; -378 constituições) e no Algarve (-9,0%; -159 constituições) que se registam os maiores recuos na criação de empresas, com a Informa D&B a notar “o forte contributo da descida nas empresas de Transportes nestas duas regiões”. No Norte, que foi a região com o maior número de constituições neste período, assim como no Oeste e Vale do Tejo, este indicador tem aumentos de +1,5% (+132 constituições) e +7,5% (+123 constituições), respetivamente, tendo o aumento do número de constituições de empresas no Norte sido impulsionado “pelo aumento da criação de novas empresas de Atividades imobiliárias na região (+37%; +274 constituições)”. Encerramentos em baixa e insolvências a descer Os dados da Informa D&B mostram também que, até final de junho, encerraram 4 991 empresas em todo o país, o que corresponde a uma descida face ao semestre homólogo, enquanto, no acumulado dos últimos 12 meses, desde julho de 2024 até final de junho de 2025, encerraram 13 683 empresas em Portugal, um registo 13% abaixo dos 12 meses anteriores (-2 000 encerramentos). “A descida neste período foi transversal a todos os setores de atividade, com exceção dos Transportes (+0,5%; +4 encerramentos)”, acrescenta o comunicado divulgado pela Informa D&B. No primeiro semestre do ano, houve ainda 979 empresas que iniciaram um processo de insolvência, o que corresponde a uma descida de 9,3% (-100 insolvências) face ao período homólogo. “A descida ocorre em mais de metade dos setores de atividade, mas mais concentrada no setor das Indústrias (-35%; -108 insolvências), nomeadamente na Indústria de Têxtil e Moda (-48%; -95 insolvências). Este subsetor, que em 2024 registou quase o triplo das insolvências do ano anterior, mostra agora um abrandamento das insolvências. Apesar deste recuo, é na Indústria de Têxtil e Moda que se concentra ainda o maior número de insolvências do semestre”, explica a consultora.