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VISITA À EXPOSIÇÃO DE ANA VIDIGAL ENCERRA CURSO DE FORMAÇÃO PARA PROFESSORES INTEGRADO NO PLANO NACIONAL DAS ARTES

Correio do Minho Online

2025-07-14 21:04:53

zet gallery integra o Plano Nacional das Artes desde 2023 e recebe regularmente professores e profissionais da cultura e educação para visitas guiadas e ações de formação de curta duração Encerra mais uma edição da ação de formação para professores, intitulada "Arte & Democracia: diálogos com a obra de arte a partir das exposições em Galeria", promovida pela zet gallery e, desta vez, com o Centro de Formação Braga Sul, e que acontece no âmbito do protocolo com Plano Nacional das Artes [PNA]. Fotos em anexo. A zet gallery é parceira do PNA desde 2023 e, desde então, são já dezenas as sessões de formação certificada para professores disponibilizadas à comunidade. Nesta última sessão da presente edição, Helena Mendes Pereira fará uma visita guiada a "Dias de Verão: uma espécie de antologia de Ana Vidigal". "Enquanto estrutura cultural, temos a missão de apoiar a criação artística, mas também desempenhamos um papel fundamental na formação de públicos e na formação de profissionais ligados ao ecossistema cultural e à educação. Para nós, a cultura é a base de qualquer projeto educativo. Desde que assinámos o protocolo com o PNA, em 2023, já recebemos inúmeras iniciativas de formação, visitas guiadas e temos intenção de manter este modelo de ação para os próximos anos", defende Helena Mendes Pereira. A visita acontece na próxima quarta-feira, às 17h00, dia 16 de julho, na zet gallery. Antologia da obra de Ana Vidigal mostra a faceta ativista da artista Recorrendo a várias tecnologias e materiais, como a colagem, o tecido, a pintura ou a assemblage, Ana Vidigal utiliza ironia para passar uma mensagem poderosa e atual. Em "Dias de Verão: uma espécie de antologia de Ana Vidigal", reúne-se um conjunto representativo de obras referentes aos últimos 25 anos de trabalho, em que explora temas como o feminismo, o combate ao racismo, o imperialismo ou a xenofobia. Ana Vidigal recorre à recoleção de materiais como ponto de partida para iniciar o seu trabalho, principalmente, dos arquivos (livros, fotografias, bandas desenhadas, revistas, postais ilustrados, entre outros) que a sua avó guardou e que a artista usa até hoje ou que os seus amigos lhe fazem chegar, criando uma base onde vai acrescentando camadas que dão às obras de novos significados e novas possibilidades de interpretação. Entre as obras expostas, destaque para o livro de artista "Caixa Negra", realizado em 2000, que incluiu, também, um fac-símile no catálogo criado para a exposição. Nessa obra, a artista faz um paralelismo entre os postais enviados das colónias e os dizeres populares, com uma conotação racista e pejorativa, que encontrou publicados em livro. "É a primeira vez que o expõe e, quando o descobrimos, explicou muito do sentimento de negação que se vive em Portugal sobre o que foi, de facto, o colonialismo e o impacto que teve e tem para o desenvolvimento dos países outrora colonizados", defende Helena Mendes Pereira. [Additional Text]: Citação Redacção