ROBOTÁXIS DA TESLA PODEM SER O PRÓXIMO ESCÂNDALO DE ELON MUSK
2025-07-17 21:06:13

Um passo audacioso da Tesla em direção ao transporte autónomo pode acabar por ser a sua maior dor de cabeça e os donos dos carros podem pagar a fatura Elon Musk tem vindo a anunciar há anos a chegada dos robotáxis Tesla como a grande revolução da mobilidade. O conceito parece simples: proprietários de modelos Tesla poderão alugar os seus carros à rede de robotáxis da marca, gerando receita passiva enquanto os veículos transportam passageiros de forma autónoma. A primeira fase do programa-piloto arrancou discretamente em Austin, no Texas. Durante 16 dias, a operação decorreu sem incidentes até que, a 24 de Junho, um Model Y embateu ligeiramente num carro estacionado em frente a uma pizzaria. Sem feridos. Mas o incidente levanta uma questão crítica: e se tivesse sido uma pessoa? Para a Tesla, o risco não é apenas técnico, é legal. Se, até agora, a empresa se tem escudado no argumento de que os seus sistemas "Autopilot" e "Full Self-Driving" exigem atenção constante do condutor, essa lógica cai por terra com os robotáxis, onde não existe condutor humano a supervisionar. A promessa de Elon Musk é clara: bastará um toque na app da Tesla para pôr o seu carro a "trabalhar por si". Um modelo semelhante ao Airbnb mas para carros. Contudo, o modelo levanta preocupações não apenas quanto à responsabilidade legal, mas também quanto à segurança operacional, manutenção dos veículos e cobertura de seguros, especialmente se os automóveis forem propriedade individual. Enquanto a Waymo, subsidiária da Alphabet (Google), gere a sua frota internamente e assume os custos de responsabilidade civil, a Tesla ainda não apresentou um plano concreto de suporte ou gestão de riscos. Além disso, há o desafio da manutenção contínua. Para muitos potenciais "anfitriões" dos robotáxis, o conceito pode parecer apelativo em teoria, mas pouco prático na realidade. " A Tesla aposta numa tecnologia de sensores baseada apenas em câmaras, ao contrário dos sistemas mais robustos da concorrência que incluem LIDAR, radar e sensores térmicos. Isso permite à marca um custo de produção inferior, mas poderá também ser interpretado como um corte em segurança, caso ocorram acidentes graves. E é aqui que entra o maior risco: a reputação e a confiança do consumidor. Se os robotáxis da Tesla começarem a protagonizar incidentes notórios, a empresa pode enfrentar não só batalhas judiciais, mas também um novo tipo de crise de marca numa altura em que as suas vendas já enfrentam desafios em mercados como a Europa e a China. Marketeer