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NOITE BRANCA CONSOLIDA BRAGA COMO CIDADE DE CULTURA VIVA

Diário do Minho

2025-07-22 08:34:04

retorno Impacto económico deve alcançar os 16 mihões Crescimento. O presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), Daniel Vilaça, estimou, ontem, que o impacto económico da edição 2025 da Noite Branca deverá rondar os 16 milhões de euros, nos três dias do evento, ultrapassando os 15 milhões al-cançados no ano passado, em que o impacto mediárico rondou os 5 milhões. Apontando o evento como «um motor de desenvolvimento da cidade, que já atingiu um cariz nacional e até internacional», Daniel Vilaça adiantou que a AEB está comprometida com a realização das “Festas em Branco”, eventos paralelos espalhados por todo o centro, que «demonstram a capacidade empreendedora e os espírito colaborativo dos empresários da cidade». Também Ri-cardo Rio prevê «um fim de semana com uma cidade completamente lotada, em termos de procura, nas visitas, na restauração, e tudo aquilo que se arrasta sobre o comércio e outros setores de atividade. «Eu diria que se nós conseguirmos replicar aquilo que aconteceu no ano passado em termos de aful ência já fci aríamos muito satisfeitos. Mas é um evento que tem sempre margem para crescer e que este ano, não colide com outros, como as Feiras Novas», disse. Noite Branca “histórica” vai consolidar Braga como cidade de cultura viva Braga acolhe, nos próximos dias 5, 6 e 7 de setembro, aquela que promete ser uma das edições mais memoráveis da Noite Branca, que se reafirma como um dos maiores festivais culturais do país. A edição 2025 assume especial significado, integrando-se em plenitude na programação de Braga25 , Capital Portuguesa da Cultura, sob o mote de cidade aberta à criação, ao encontro e à participação. Numa edição que se perspetiva “histórica” o centro de Braga transforma-se num local de partilha onde, além da música, as ruas, praças e jardins se transformam em gigante palcos, onde se apresentam iniciativas culturais várias que vão do teatro de rua às instalações interativas, passando pelo cir-co contemporâneo, música itinerante, marionetas e dança. O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, revelou que o orçamento para a edição deste ano deverá ultrapassar o meio milhão de euros, em linha com o da edição anterior, de maneira a proporcionar «um evento in-tergeracional, direcionado para as famílias, em que as diferentes dinâmicas, ao longo dos horários, também se ajustam a diferentes preferências». «Nós esperamos que as pessoas possam usufruir de toda esta programação, com todo o confor-to e toda a segurança e vivenciar um fim de semana absolutamente memorável do ponto de vista cultural e do ponto de vista da dinâmica da nossa cidade», afirmou o autarca, à margem da apresentação. Reforçou também o «crescimento que a Noi-te Branca tem vindo a registar, ano após ano, do ponto de vista da diversidade e da qualidade da programação». «Começa a ser difícil ser particularmente inovador do ponto de vista do cartaz, mas sempre temos tentado trazer aqui-lo que são as grandes referências da música portuguesa e os principais artistas nacionais já passaram, e vão passar também este ano, pelo nosso palco, tendo como objetivo uma programação eclética para todos os públicos», afri mou. Reforçando que a diversidade e a qualidade têm marcado todo o contexto programático da Braga25, Ricardo Rio afirmou que vários dos projetos que, nos últimos meses, têm sido desenvolvidos terão expressão pública durante a Noite Branca, salvaguardando que «de forma transversal, o Município tem tentado trazer para todos os eventos da cidade essa marca identitária da Braga25». No evento evidenciam-se eixos como a participação ativa, a reinterpretação do património e a internacionalização da criação. MAIS DE 170 ATIVIDADES CULTURAIS TRANSFORMAM BRAGA NUM PALCO GIGANTE Marco Rodrigues, The Gift e Calema num programa de 48 horas de arte Carla Esteves O centro de Braga transforma-se, nos dias 5, 6 e 7 de setembro, num palco gigante, com expoente na música, mas igualmente marcado por mais de 170 atividades culturais de várias outras áreas artísticas como o teatro, a dança e a arte de rua. O Largo de São Francisco, a Rua do Castelo e as restantes ruas do centro histórico partilharão protagonismo com o Palco Pópulo, o Palco Avenida, o Palco Jazz e o Palco Braga25, que acolherão os espetáculos musicais com os nomes mais emblemáticos. Ao Palco Pópulo subirão cabeças de cartaz como Marco Rodrigues, Calema, The Gift, Rui Veloso e Capicua com o coro comunitário Braga Fora. O Palco Jazz, instalado no Museu D. Diogo de Sousa, e o Palco Braga25, no Campo da Vinha, dedicado às artes performativas, completam a oferta com propostas inovadoras. No Palco Jazz, atuarão, Lado Umbilical, AP, Oximoro e João Martins, ao passo que pelo Braga25 passarão Compaña, Xampatito Pato, Livre, Novais e Sousa, Anónima e Vaivén Circo. Já o Palco Avenida recebe nomes como Lon3r Johny, Plutónio, Julinho KSD e Richie Campbell. À margem da apresentação, Ricardo Rio salientou que serão mantidos sensivelmente os mesmos palcos que nos anos anteriores, à exceção do “Palco Autthentica”, que não existirá em virtude do adiamento do festival, sendo que o espaço será reaproveitado para dinâmicas de outra natureza. «Nos palcos principais são apresentados artistas e grupos de natureza consagrada, com outra visibilidade, que acabam por ser âncoras da programação. Mas depois, em paralelo, por toda a cidade, em várias outras dinâmicas que serão desenvolvidas, temos sempre a preocupação de trazer projetos que valorizem os artistas locais, dando a conhecer outros talentos e criando condições para que eles depois possam ser mais ambiciosos em outras iniciativas», argumentou. Os principais concertos contam com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e zonas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida. «É importante enfatizar que a Noite Branca também tem vindo a ser feita muito em função do envolvimento de vários agentes privados, por exemplo, na zona envolvente à Sé, ou junto ao Theatro Circo, na Rua do Castelo, e em vários outros locais onde há um envolvimento muito ativo das chamadas “Festas Brancas” dos agentes particulares», lembrou o edil. Museus, espaços culturais e históricos da cidade oferecem alternativas com oficinas, conversas, jogos, exposições, música, performances e visitas guiadas e programação cultural complementar para todas as idades. No Theatro Circo o destaque vai para a atuação de Daniel Pereira Cristo, ao passo que a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva pro-move o Poetril , Festival de Poesia Infantil. Em simultâneo, o gnration e a Zet Gallery apresentam exposições e concertos, enquanto a Praça , Mercado Municipal de Braga inova com uma zona de gaming em parceria com a “Guess The Choice”. A programação tem ainda previstas outras atividades culturais, com destaque para performances como “Légendaires”, da companhia francesa Cie Remue Ménage, e “O Estranho Caso do Dentista da Rua Brasov”, da Troula Animacion (Espanha), que prometem conquistar o público. As ruas da cidade ganharão um rito e alegria contagiantes com Arruadas e fanfarras com os Bombar t, Batalá, Moustache Brass Band, Funk You Brass Band e a arruada do Clube Raiz (Braga25). Em paralelo, o espaço infantil, que este ano ficará instalado na Praça Municipal, promete experiências imersivas para crianças e famílias, como El Laberint e Titeretú da Cia Itinerània, Le Manège Du Contrevent da Cie Grandet Douglas e o carrossel ecológico da WoodToys. A área alimentar, situada na Praça do Comércio, será este ano dinamizada por associações e IPSS s locais, aliando sabores à solidariedade, com receitas a reverter para projetos de impacto comunitário. Nesta noite, a Braga25 leva ainda programação a locais como a Urbanização das Fontaínhas, o salão Medieval da Universidade do Minho. Em jeito de balanço de 13 anos de Noite Branca, Ricado Rio considerou o evento como «um excelente cartão de visita daquilo que é a dinâmica, a exaltação cultural, a vitalidade e a juventude de Braga» «É um evento que se consolidou como um evento de massas, que atrai muitos turistas à cidade, que vêm expressamente para participar, porque não se trata de uma noite branca qualquer.», afirmou considerando que «se noutros concelhos a Noite Branca não é mais do que uma festa de DJs, a Noite Branca de Braga, é um evento cultural de grande amplitude e com uma grande riqueza. 550 mil euros. A edição deste ano ultrapassará o meio milhão de euros, em linha com o orçamento do ano passado. Braga apresentou, ontem à noite,o programa da Noite Branca 2025 VISITANTES O Município e a AEB esperam 1 milhão de visitantes A MAIOR DO PAÍS A Noite Branca posiciona a cidade além-fronteiras Cartão de visita Ricardo Rio considera que a Noite Branca é «um cartão de visita da dinâmica e da exaltação cultural de Braga». Noite Branca foi apresentada na Praça Braga25, no Campo da Vinha Carla Esteves