IGNIÇÃO - BENTLEY BENTAYGA SPEED
2025-07-23 21:04:49

QUANDO MENOS E MAIS 0 Campeonato dos SUV mais exclusivos do mundo joga-se entre um very british trio aristocrático formado por Range Rover, Rolls-Royce Cullinan e Bentley Bentayga.com o novo Speed, 0 Bentayga tem novos argumentos para colocar em cheque esses e outros concorrentes.. e mesmo sem "empurrão" elétrico TEXTO JDaQUim Oliveira/press-inform Ao longo dos seus 1o anos de vida, o Bentayga já usou algumas variações de um v8 biturbo de 4,0 litros, um v8 diesel biturbo, um híbrido plug-in com um v6 turbo e o quase mítico motor w12 biturbo, que saiu de produção há pouco mais de dois anos. Agora, em 2025, o Speed está de volta, mas servido por uma versão modificada do v8 turbo de 4,0 litros. Ao contrário dos suv aparentados (feitos sobre a mesma plataforma) como O Lamborghini Urus (SE) Ou Porsche Cayenne Turbo (E-Hybrid),o Bentley prescindiu de adotar um mó dulo elétrico adicional para ajudar na propulsão e mesmo com menos quatro cilindros do que o anterior Speed conseguiu elevar (ainda que margi nalmente) a potência máxima desta versão de 635 para 650 cv (isto graças a turbos com maior pressão, injetores de fluxo mais elevado e taxa de compressão mais baixa para melhor gerir a pressão de sobrealimentação) No caso do binário não logrou semelhante milagre, cifrando-se em 850 Nm,o que significa 50 menos do que rendia o carismático motor w12 da geração anterior. Mas, se excetuarmos os hí- APRESENTAçàO bridos plug-in da Porsche (740 cv) e da Lamborghini (800 cv), só o Ferrari Purosangue (V12, 750 cv) e O Aston Martin DBX 707 (V12, 707 cv) conseguem superar este Bentayga v8 com “apenas” oito cilindros. O Bentayga Speed recebe uma série de alterações exteriores e interiores para o diferenciar. Algumas das possibilidades, como o tejadilho preto, as enormes jantes de 23 polegadas e as aplicações em fibra de carbono, são opcionais, enquanto os detalhes cromados escuros, as luzes traseiras cinzentas e as carcaças dos faróis escurecidas são de série. E há logótipos Speed tanto por fora como por dentro. o ecrã central poderia ser bastante maior e os comandos são algo datados. Mas há anacronismos que até são bons, como é o caso da abundância de comandos físicos, em claro contraste com modelos mais recentes que cada vez mais obrigam a vasculhar por entre menus do infoentretenimento para encontrar quase todas as funções, incluindo algumas que afetam diretamente a condução. De qualquer forma, entre nobreza de materiais e qualidade de construção, é este ambiente exclusivo a bordo que faz com que, para muitos potenciais clientes, mais decisivo do que os avançados recursos tecnológicos do Bentayga Speed seja o conforto proporcionado pelas bem torneadas poltronas de couro. Não existe versão de distância entre-eixos estendida no Speed e o espaço atrás é bom para dois passageiros, mas menos amplo do que em algumas limusines de luxo, especialmente elétricas. Até porque o volumoso túnel no piso (por onde passa o veio de transmissão e os tubos de escape) incomoda e muito quem se senta ao centro atrás e também a liberdade de movimentos dos passageiros laterais traseiros. Em compensação, há um tablet amovível para que estes dignos ocupantes regulem quase tudo, desde o áudio à climatização, a posição dos bancos bem como respetiva função de massagem e aquecimento/arrefecimento ou ainda o controlo das persianas. Sendo uma versão para quem gosta de conduzir mais do que de ser transportado, o facto de o Bentayga V8 Speed ser mais rápido do que o antecessor de doze cilindros, com uma veloci-dade máxima de 310 km/h e um sprint de o a 100 km/h em 3,6 segundos (306 km/h e 3,9 s no caso do descontinuado w12), provavelmente não dirá grande coisa à esmagadora maioria dos muito afluentes potenciais clientes. Mas, para uma significativa parte deles, é a imagem de ter uma dúzia de cilindros a palpitar debaixo do enorme capot que agora fica em falta, na Bentley como noutras marcas. Mesmo sem assistência elétrica e meónos quatro cilindros do que antes, o peso total a rondar as 2,5 toneladas está ao nível de outros SuV desta classe (que, ao contrário deste, incluem a pequena mas sempre pesada bateria que assiste o sistema de propulsão elétrico em part-time). Essa não é, óno entanto, a causa de uma ligeira hesi-tação inicial ao acelerar, tendo mais a ver com um natural pequeno atraso na chegada da sobrealimentação quando as rotações estão a subir. Até porque o binário máximo (850 Nm) é entregue um pouco mais tarde do que era no v12 (900 Nm): às 2250 em vez das 1500 rpm. Uma alternativa para fanáticos para arranques especialmente rápidos é usar o sistema launch control: modo Sport, manter pressão no pedal do travão enquanto se pisa o acelerador e depois soltar o da esquerda, levando o v8 a dar tudo o que tem com a conivência da muito boa caixa automática de oito velocidades da ZF (com patilhas atrás do volante para momentos de condução mais empenhada). A elevada altura dos bancos e a massa mastodôntica “ do Bentayga apenas acrescenta drama a esta experiência difícil de esquecer. E que ainda será maior se, em vez do escape de série em aço o carro estiver equipado com o opcional de titânio da autoria da Akrapovic, quais quatro gargantas bem abertas e muito potentes a berrar aos céus frequências ora cavernosas (nos regimes iniciais) ora estridentes (rotações mais altas) que podem até manchar aquela ideia de elegância imaculada a que associamos qualquer Bentley: SUV aristocrático cruzado com muscle car americano? Um pouco disso, sim. E com mais duas vantagens: são tudo decibéis orgânicos e naturais (não existe manipulação acústica) e o peso total do Bentayga Speed reduz-se em 13 quilos. Os discos cerâmicos de 440 mm de diâ- metro (foi-nos dito que são os maiores usados em qualquer automóvel de produção em série no mundo) ajudam a que se consiga perder velocidade com a mesma confiança com que se adquire. Mesmo sem ser o sistema mais eficaz, a vetorização de binário por ação dos travões (aplicados nas rodas interiores à curva) ajuda a tornar mais precisa a trajetória em urvata como o eixo traseiro direcional (também de série), que igualmente ajuda nas manobras urbanas e estacionamentos em geral, tendo em vista as dimensões do Bentayga. EM MODO WRC E depois há o programa Dynamic do sistema de controlo de estabilidade que facilmente se pode tornar uma espécie de drift mode (modo de derrapagem controlada) para momentos de adrenalina com a traseira mais viva do que se jul-garia possível. Uma rotação brusca da direção, uma pisadela vigorosa e prolongada no pedal da direita e, desde que haja espaço livre num ambiente relativamente controlado, a sensação de soltar a traseira de uma fera de mais de 2,5 toneladas e de a imanter domada pode até tornar-se viciante. Haja “mãozinhas”, coragem e conta bancária para tanto até porque a direção, sempre bastante precisa e comunicativa, dá uma importante ajuda. E isto por muito que a ideia de levar um SuV de mais de cinco metros de comprimento e dois de largura e um preço superior a 300 000 euros para dar uns pinotes num caminho de gravilha possa parecer tão pouco razoável como encontrar um elefante em pontas numa loja de porcelana. Referimos o modo de condução Sport e os outros são Comfort e Bentley, bem diferenciados entre si como con-vém (tanto no amortecimento variável e com suspensão pneumática , como na aceleração, sonoridade do motor, resposta da caixa e da direção). No primeiro, ajá de si suspensão com afinação 15 por cento mais dura do que ônos restantes Bentayga privilegia a estabilidade e até se mostrou um pouco desconfortável ao passar por maus pisos, até porque a unidade conduzida brilhava com as jantes opcionais de 23”. Nada que os outros dois modos não suavizassem, mas talvez faça até mais sentido manter as jantes de série mais pequenas com pneus a condizer (285/40 R22 em vez das 285/35 R23 do Speed testado), ainda por cima porque as jantes maiores são totalmente vocacionadas para o asfalto imaculado e alérgicas a qualquer tipo de pó que haja no caminho do Bentayga. O 4 QUE 0 PRECISA SABER” v8, TURBO, A GASOLINA MOTOR 650 CV, 850 NM RENDIMENTO 310 KM/H VEL. MãX. 3,6 S 0-100 KM/H 4x4, AUTO. 8 IVeL. TRANSMISSãO 340 000 EUR PREçO QUANDO? Jã DISPONíVEL *ESTIMADO CONTRASTE 0 facto de o conceito do painel de bordo denotar ter já algum tempo não deixa de ter a vantagem de dispor de muitos comandos físicos, que facilitam a tarefa do condutor face aos comandos digitais muitas vezes “escondidos” Mais consensual éa a qualidade geral de materiais e acabamentos JOAQUIM OLIVEIRA