ANA MARLENE LIMA EXPÕE NO MUSEU PIO XII - VIBRAÇÕES PICTÓRICAS´: QUANDO AS CORES TOCAM COMO MÚSICA
2025-07-24 21:06:53

Há lugares onde a arte não se limita a ser vista: ouve,se, sente-se e quase se respira. é exatamente essa experiência sensorial que a exposição Vibrações Pictóricas , da autoria de Ana Marlene Lima, oferece, até 7 de setembro, na Torre Medieval do Museu Pio XII. Entre as pedras centenárias, nasce uma viagem onde linhas, formas e cores se cruzam para criar melodias visuais , campos rítmicos que desafiam o olhar a dançar. Na inauguração da exposição Vibrações Pictóricas, o cónego José Paulo Abreu destacou a forma como esta exposição nos faz compreender que a arte não é apenas para ver, mas para sentir e escutar com a alma. Uma reflexão que resume na perfeição o espírito da mostra, onde as obras parecem pulsar ao compasso das sensações que despertam. “Costumamos acolher os artistas que merecem este espaço e entendemos que era de a trazer para cá”, confessou o cónego. Mais do que uma coleção de quadros, Vibrações Pictóricas propõe uma verdadeira partitura visual. Cada obra resulta de um processo de criação que procura capturar o invisível: as vibrações que cruzam os sentidos e transformam cor em som, forma em ritmo e imagem em emoção. é nesse terreno onde tudo se mistura , aroma, som, cor e memória , que a exposição encontra a sua força. Algumas destas peças têm já histórias que as ligam a palcos internacionais: Marulho marcou presença na XIV Bienal do Eixo Atlântico, Vibração Pictórica esteve na 7.8 Bienal Internacional de Arte de Espinho e Coloratura brilhou na BIALE , Bienal Internacional de Arte do Alentejo. Já Frequenza em Estanho 1 recebeu a Menção Honrosa no Foz Arte 2025. Um currículo que testemunha o reconhecimentc crescente desta linguagem plástica que rompe com o convencional. A exposição divide-se em dois momentos: uma primeira parte inaugurada em fevereiro na UMinhoExec , Executive Business Education da Universidade do Minho, com curadoria de Helena Mendes Pereira (Zet Gallery), e esta segunda, agora, no coração histórico de Braga. Um percurso que revela não só a evolução do trabalho do artista, mas também a capacidade de dialogar com diferentes espaços , do universo académico ao património medieval. Até à Noite Branca de Braga, quem subir à Torre Medieval vai encontrar muito mais do que pintura. Vai descobrir um convite à introspeção, um exercício quase meditativo onde cada cor, cada traço e cada forma ecoam como notas de uma melodia íntima. Como resume a própria sinopse da exposição: "as pinturas criam campos visuais onde o olhar é convidado a percorrer percursos rítmicos, quase musicais”. Entre ecos do passado e vibrações do presente, Vibrações Pictóricas prova que, no silêncio das paredes antigas, a arte encontra sempre novas formas de falar , e, sobretudo, de fazer sentir. Ana Marlene Lima teve ainda a obra Crescendo em exibição na 6.8 Bienal Internacional de Arte de Gaia e tem a obra Polirritmia, que está em exposição, até 30 de agosto, na 8.a Bienal Internacional de Arte de Espinho.