1.º ENSAIO - RENAULT RAFALE E-TECH 4X4 300
2025-07-24 21:06:53

Este PHEV é mesmo um “avião”... O Rafale retoma o nome do Caudron-Renault Rafale, um avião de competição dos anos 30 e um símbolo da inovação e da audácia tecnológica da marca. Esta ligação à aviação sublinha o posicionamento premium e ousado deste novo SUV coupé, em particular nesta versão híbrida plug-in com 300 cv. ARenault volta a ousar e fá-lo com um modelo que não disfarça as suas intenções. O nome de batismo, “Rafale”, retoma o nome do Caudron-Renault Rafale, um avião dos anos 30 que foi um símbolo da inovação e da audácia tecnológica, e partilha a designa- ção com o mais evoluído caça-bombardeiro da francesa Dassault. Esta ligação não resulta de uma coincidência, pretendendo espelhar a aura de sofisticação de um modelo que, para todos os efeitos, se assume como uma espécie de porta-estandarte da marca. Com quase 4,71 metros de comprimento e uma silhueta fastback, o novo SUV coupé da Renault ostenta um visual claramente dinâmico, quase militar no porte musculado, com uma assinatura luminosa expressiva e uma grelha dianteira tridimensional. Como referimos, mais do que um modelo feito a pensar nas folhas de Excel e nos resultados comerciais, o Rafale foi concebido para se assumir como um automóvel de estatuto, mas a verdade é que, como pudemos comprovar neste ensaio, também visa empresas e profissionais sedentos de um automóvel que se diferencie e que, ao mes-mo tempo, ofereça argumentos fiscais e tecnológicos de peso. Quase 100 km em modo EV Sob a carroçaria, o que mais impressiona é mesmo o grupo propulsor. Este Rafale é o primeiro Renault a receber o novo sistema E-Tech 4x4 de 300 cavalos, que combina um motor a gasolina de 1,2 litros e três cilindros (150 cv) com dois motores elétricos principais , um no eixo dianteiro (70 cv) e outro no traseiro (136 cv) , mais um alternador/gerador de 34 cv. O resultado são 300 cv combinados e um sistema de tração integral variável, com distribuição de binário em tempo real entre os dois eixos. A bateria de 22 kWh, um valor invulgarmente generoso, garante, segundo a marca, até 105 km de autonomia elétrica em ciclo WLTP. Na prática, durante o nosso ensaio, conseguimos circular entre 80 e 85 km em modo 100% elétrico na cidade e cerca de 70 km em percursos extra-urbanos, registos francamente satisfatórios e que permitirão à esmagadora maioria dos utilizadores fazer a sua vida quotidiana sem emitir um grama d ei CO 2 . Ma s, este desempenho elétrico permite reduzir drasticamente o consumo em contexto urbano.com recargas diárias, registámos uma média semanal de apenas 4,4 l/100 km num total de 600 km percorridos. Aliás, em ambiente puramente urbano, o consumo foi mesmo nulo. Já em estrada aberta e autoestrada, e com apenas uma primeira carga de bateria, o motor térmico teve de assumir grande parte do esforço, subindo as médias para os 8,3 l/100 km, um valor que, ainda assim, consideramos aceitável tendo em conta as dimensões e o peso muito próximo das duas toneladas. Dinâmico, mas (muito) confortável Nesta versão Atelier Alpine, o Rafale eleva a fasquia dinâmica. Aqui, a afinação do chassis, a suspensão ativa com câmara preditiva, a direção às quatro rodas (4Control Advanced) e os pneus Continental Sport Contact 7 em jantes de 21” formam um conjunto coerente e surpreendentemente eficaz. Em modo Sport, as transferências de massa são contidas, o rolamento da carroçaria é bem controlado e a resposta ao acelerador torna-se mais viva. Os clássicos 0 a 100 km/h são cumpridos em 6,4 segundos. O que importa reter é que, seja qual for o modo de condução escolhido, a experiência ao volante é de uma extrema facilidade e previsibilidade de reações, embora a caixa multimodo, especialmente a frio, não seja tão fluida como gostaríamos. No interior, o Rafale afirma-se como um verdadeiro topo de gama. O cockpit digital OpenR combina dois ecrãs, um horizontal de 12,3” e um vertical tátil de 12”, e funciona com sistema Google integrado. A ergonomia é cuidada, os materiais são de boa qualidade e os envolventes bancos dianteiros, com o logo Alpine iluminado, oferecem apoio elétrico, massagem e aquecimento. Atrás, o espaço para pernas é generoso e o tejadilho descendente não compromete a altura disponível. A bagageira oferece 539 litros, com acesso plano e fundo duplo para guardar os cabos. Outro destaque é o teto Solarbay, opcional, com opacificação variável em quatro níveis, sem necessidade de estore. Um verdadeiro luxo tecnológico. E claro, há 32 sistemas de assistência à condução (ADAS), todos personalizáveis através do botão My Safety Switch. Vantagens fiscais para empresas Com preços a partir dos 53.800 euros na versão Esprit Alpine e de 58.300 euros na Atelier Alpine, o Rafale E-Tech 4x4 300 cv não é barato. No entanto, a oferta de equipamento deixa pouco lugar aos opcionais e, para as empresas, o Rafale é elegível para dedução integral do IVA, para a redução de 75% do ISV e para os 15% de tributação autónoma. No fim de contas, este Rafale representa a maturidade da engenharia E-Tech. Não é um desportivo puro, mas também não o pretende ser. Na realidade está mais próximo de um GT e, sobretudo, prova que um SUV híbrido plug-in pode ser rápido, confortável, eficaz e sofisticado. Motor PHEV E-Tech, 1.2 Turbo + 2 motores elétricos + 1 HSG Bateria 22 kWh Potência 221 kW / 300 cv (combinada) Binário 450 Nm Tração integral Transmissão cx auto. Suspensão ind. tipo McPherson (frente), ind. multilink (atrás) Comprimento 4712 mm Largura 1866 mm Altura 1613 mm Bagageira 530-1600 litros Peso 1980 kg Consumo 0,7 l/100 km (combinado WLTP) Autonomia EV 105 km (anunciada) Acel. 0-100 km/h 6,4 segundos Velocidade máx. 180 km/h Emissões CO2 14 g/km Tempos de carregamento 9h05 , 2,3 kW / 10 A 5h35 , 3,7 kW / 16 A 2h55 , 7,4 kW / 32 A A bateria de 22 kWh garante, segundo a marca, até 105 km de autonomia elétrica. 1.2 Hyper Hybrid E-Tech Esprit Alpine a partir de 763EUR/mês sem IVA 72 meses , 15.000 km/ano