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CITROËN C3 AIRCROSS HÍBRIDO 145 PLUS - MUITO MAIS MADURO

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2025-07-29 21:05:11

Teste. O Citroën C3 Aircross, na geração nova, mesma mantendo a ousadia que caracterizava o antecessor, ganhou maturidade em muitos domínios. Não é maior apenas nas dimensões e no espaço que encontramos no interior. Também muda de formato, passando a apresentar-se como Sport Utility Vehicle (SUV) de “corpo inteiro" A eletrificação, que ganhou a condição de obrigatória, está presente na motorização, que tem 145 CV e tecnologia “mild-hybrid”. ACitroên é uma das marcas que mais tem beneficiado com o aumento da popularidade dos SuV no segmento B, no mercado europeu, com o C3 Aircross a posicionar-se como um dos automóveis de eleição dos condutores que procuram carro que tenha imagem “fora da caixa” e, sobretudo, conforto, simplicidade de condução e soluções práticas. Esses argumentos voltam a ser utilizados pela marca francesa na geração mais recente do C3 Aircross que, tal como O C3, adota visual mais musculado com inspiração no protótipo Oli, ou seja, linhas mais direitas, grupos óticos com assinaturas luminosas de três segmentos, logótipo redesenhado e para-choques volumoso na dianteira. A pose aventureira é assegurada pelas proteções inferiores da carroçaria e pela distância ao solo de 200 mm. A plataforma Smart Car (partilhada com modelos como o Opel Frontera) permitiu ao C3 Aircross ficar mais funcional, verificando-se aumento importante nas dimensões face ao modelo precedente, aproximando-se mesmo do segmento acima: cresce 235 mm, para 4,39 m, enquanto a distância entre eixos passou de 2,60 m para 2,67 m, com benefícios enormes para a habitabilidade. Assim, pode contar com versão de sete lugares (sem alterar o comprimento), embora a unidade testada, de cinco lugares, ofereça outras vantagens, nomeadamente no espaço da segunda fila, cujo banco surge recuado em 65 mm face à variante de sete lugares. Des-ta forma, apresenta conforto inatacável para dois adultos, havendo muito espaço para as pernas e em altura, numa evolução notória por parte da gama, agora apta para famílias mais pequenas. Tanto mais que a bagageira foi ampliada e, nesta versão, chega aos 460 litros de capacidade, podendo rebater-se os encostos dos bancos posteriores, na proporção 40/60, de forma a conseguir-se compartimento com 1600 litros, valor impressionante para SuV com dimensões tão compactas. Interior despretensioso Avaliando o interior do C3 Aircross, observa-se predominância de plásticos duros, ainda que de aparência robusta, havendo apenas escassos revestimentos em tecido nos painéis das portas (no encosto de braço) e no painel de bordo. Todos os painéis têm apresentação robusta e montagem cuidada, mas fica a sensação de um interior modesto na conceção e votado à simplicidade. Tecnologicamente, “herda” do c3 o painel de instrumentos elevado de fácil leitura, com nível básico de informações (e parca personalização), ao passo que o ecrã central tátil de 10,25" flutuante con-ta com sistema multimédia que também é simples na aparência e nas funções, embora conte com ligação sem fios para equipamentos Android Auto e Apple CarPlay. Nota positiva para os comandos físicos do ar condicionado e os apontamentos coloridos em bronze. Outros itens mereciam tratamento melhor, como os terminais do desembaciador do óculo à vista.. Sempre o conforto Característica da qual a Citroên não abdica é a do conforto e o C3 Aircross não é exceção, recorrendo à filosofia Advanced Comfort para os bancos com até mais 15 mm de espuma (efetivamente bastante confortáveis) e para a condução, mediante a utilização de suspensão específica com batentes hidráulicos progressivos (dois batentes progressivos por amortecedor, um para a compressão e outro para a extensão), resultando na sensação de serenidade a bordo, isolando os passageiros da larga maioria das irregularidades do asfalto para viagens realmente mais confortáveis, mesmo se à custa de alguma agilidade dinâmica, com rolamento da carroçaria mais pronunciado quando se força o ritmo em curva ou nas transferências de apoio. No entanto, o C3 Aircross consegue ser suficientemente ágil quer em cidade (aqui valendo-se de direção ligeira), quer em trajetos extraurbanos para agradar aos condutores que procuram, acima de tudo, segurança na condução e previsibilidade nas reações, acima de pretensos laivos desportivos, para os quais existirão propostas mais alinhadas. A versão em teste trata-se de versão eletrificada com sistema “mild-hybrid” de 48 v já conhecido da Stellantis e que combina o motor 1.2 PureTech com 136 Cv e 230 Nm a motor elétrico síncrono de ímanes permanentes com 29 cv (21 kW) e 55 Nm. A potência combinada, ao abrigo da nova metodologia do grupo, é de 145 CV. Na prática, este sistema garante desempenho muito satisfatório, adaptando-se bem a diferentes tipos de condução, sendo mais recompensador quando usado com maior foco na economia. Ou seja, se se conduzir com suavidade e sem pisar muito o acelerador, é possível circular em modo EV por largos metros, o que acontece frequentemente em cidade e mesmo em subidas. Por outro lado, pisando-se o acelerador com maior veemência, o motor turbo assume o protagonismo, embora frequentemente ajudado pela máquina elétrica, demonstrando-se importante nas recuperações, apesar de breve indecisão da caixa automática e-DCT quando é preciso retomar o ritmo muito depressa. O motor elétrico é alimentado por bateria de iões de lítio com 0,89 kWh de capacidade nominal e que recarrega durante as desacelerações e travagens (notando-se a redução muito pronunciada da velocidade). Uma vez que descarrega rapidamente, também recarrega com facilidade. Em suma, esta motorização “mild-hybrid” mostra muita competência e atributos úteis tanto em cidade, como em viagens mais longas, uma vez que mesmo em vias rápidas o motor elétrico consegue assumir a função motriz, sem com isso prejudicar a agradabilidade no desempenho. Os consumos são moderados, com valores pouco acima dos 5 I/100 km (no teste, média de 5,7). Escolha certa? A gama é proposta com versões a gasolina de 100 cv, híbrida de 145 cv e elétrica de 113 cv, mas fazendo a relação entre economia e desempenho, a motorização eletrificada com 145 cv pode muito bem ser a que faz mais sentido para quem conduz muito em ambiente urbano, mas não pretende estar limitado a este tipo de utilização Além disso, por via do aumento das dimensões, o C3 Aircross aproxima-se dos automóveis que encontramos no segmento acima, na capacidade da mala ou na habitabilidade, e faz do conforto e do espaço a bordo duas bandeiras importantes que poderão chamar condutores com famílias pequenas. Anunciada por 25.390 EUR, esta versão híbrida, no nível Plus, também acaba por ser atrativa no equipamento de série, muito amplo, por incluir bancos e suspensão Advanced Comfort, ecrã tátil de 10,25, câmara traseira, jantes de 17” com embelezadores ou barras no tejadilho em preto brilhante. . Plásticos a mais . Acabamentos medianos a Conforto . Consumos . Habitabilidade . Prestações FICHA TÉCNICA MOTORIZAçAO Arquitetura 3 cilindros em linha (+MHEV 48 V) Capacidade 1199 cc Alimentação Injeção direta, Turbo, Intercooler Distribuição 2 a.c.c./12 V Potência 136 cv/5500 rpm (+29 cv/21 kW) Binário 230 Nm/1750 rpm (+55 Nm) TRANSMISSAO Tração Dianteira Caixa de velocidades Automática de 6 vel. CHASSIS Suspensão F Ind. MacPherson Suspensão T Eixo de torção Travões F/T Discos ventilados/Tambores Direção/Diâmetro de viragem Elétrica/10,9 m DIMENSôES E CAPACIDADES Comprimento/Largura/Altura 4,395/1,795/1,633 m Largura das vias F/T 1,565/1,670 m Distância entre eixos 2,670 m Mala 460-1600 litros Depósito de combustível 44 litros Pneus F 215/60 R17 Pneus T 215/60 R17 Peso 1464 kg Relação peso/potência 10,1 kg/cv PRESTAçôES E CONSUMOS Velocidade máxima 193 km/h Aceleração 0-100 km/h 8,8 S Consumo médio (WLTP) 5,3 l/100 km Emissões de CO2 (WLTP) 120 g/km GARANTIAS/MANUTENçAO Mecânica 3 anos sem limite de km Pintura/Corrosão 3 /12 anos Intervalos entre revisões 1 1 ano/25.000 km Imposto de Circulação (IUC) 111,46 EUR PREçO (CLIENTE PARTICULAR) CITRoEN 25.390 EUR Preço da unidade ensaiada 26.090 EUR Avaliação e-auto (4) PEDRO JUNCEIRO