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EUROPA. - 1 ANO A CUMPRIR COMO A VOZ AÇORIANA NA EUROPA

Diário Insular

2025-08-01 21:04:13

Balanço , 12 meses muito intensos. Digo sempre que nós, Açorianos, pensamos no Parlamento Europeu de forma diferente. Enquanto outros encaram como um trabalho, nós (eu e a minha equipa) encaramos como uma missão. E sabemos bem que somos a cara dos Açores em muitas instituições e iniciativas, por isso não podemos falhar, pois caso contrário, é toda uma Região que pode sair prejudicada ou desvalorizada. E nestes 12 meses tenho de dizer que estou grato. Grato a todos os que fazem e fizeram parte desta missão, desde logo ao Roberto Costa, à Bianca Azevedo, ao Gonçalo Gomes, ao Jorge Freitas, mas também aos estagiários que recebi, como o André Almeida, o António Gonçalves e a Maria Pimentel, do Corvo. Penso mesmo que foi a primeira vez que Parlamento Europeu teve uma corvina ao seu serviço. Um agradecimento também à Mafalda Freitas, que sendo da Madeira, in-tegra a nossa Delegação e apoia o trabalho na Comissão das Pescas. Sirvo portanto nas Comissões de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Pescas, Desenvolvimento Regional, e Direitos das Mulheres e Igualdade de Géneros. Estou nas delegações para as relações com os Estados Unidos, África do Sul (sou Vice-Presidente), Mediterrâneo, e Maxerreque. Sou também o representante do Parlamento Europeu no Pacto Rural e na ECoPP (entidade que avalia a implementação da política de Coesão nos EstadosMembros). Em relação aos Intergrupos (fórum com diferentes grupos políticos, e de contacto entre os deputados e a sociedade civil), pela primeira vez temos um sobre a Política de Coesão e as Regiões Ultraperiféricas, como os Açores, por proposta minha, e do qual sou co-Presidente. Sou também VicePresidente do Intergrupo Searica (Mares, Rios, Ilhas e Zonas Costeiras), entre outros. Em todos estes contextos, está sempre presente a defesa intransigente dos Açores e dos Açorianos, quer ao cumprir com o manifesto eleitoral com que me apresentei aos Açorianos, mas também a defesa da posição dos Açores, emitida através dos seus órgãos máximos, que tenho sempre presente. Comprometi-me também com uma política de proximidade, e tenho-o feito, não só com os órgãos de governo próprio da região, como com os representantes dos diversos setores socioeconómicos, e mesmo da sociedade civil, pois tenho recebido inúmeros cidadãos a colocar problemas que tentamos solucionar. Se em condições normais estaríamos muito satisfeitos pelo feito e por estarmos a cumprir a missão que nos foi confiada pelos Açorianos, após as recentes propostas da Comissão Europeia, voltamos à estaca zero e iremos construir e lutar de novo, para garantirmos que os Açores e as RUP não ficam para trás. Os Açorianos podem confiar em nós, pois tudo o que é possível fazer para nos defender, tem sido feito. DTE , mais uma afronta da Comissão Europeia, agora na proposta da Diretiva de Tributação da Energia. A CE elimina o artigo dedicado aos Açores e à Madeira, que permitia uma derrogação para poderem ter impostos diferenciados nos vetores energéticos, para os diversos setores como a agricultura e pescas, ou mesmo para a produção de energia. Mais um ataque ao Artigo 349 do Tratado de Funcionamento da União Europeia e é mais uma batalha que temos de ganhar. Já coloquei, com o apoio de colegas do meu partido, incluindo o relator, propostas de alteração para recuperarmos a derrogação. Temos de estar sempre atentos. Estes artigos sobre a Europa voltarão depois da pausa de férias. Umas óptimas férias a todos. PAULO DO NASCIMENTO CABRAL