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WAYMO ACELERA EXPANSÃO DOS ROBOTÁXIS ELÉTRICOS

Weletric Online

2025-08-01 21:04:13

A Waymo, subsidiária da Alphabet dedicada à condução autónoma, vai alargar a sua rede de robotáxis elétricos a Dallas em 2026, reforçando a aposta numa mobilidade urbana sem condutor e de emissões nulas. A cidade texana vai juntar-se a outras cinco áreas metropolitanas nos EUA onde a empresa já opera comercialmente - Phoenix, ão Francisco, Los Angeles, Austin e Atlanta - e integra uma lista crescente de zonas de teste que inclui Nova Iorque, Filadélfia, Houston, San Diego, Tóquio e Washington. Segundo Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a Waymo pretende triplicar o número de cidades servidas num futuro próximo, apoiando-se numa experiência acumulada de cerca de 160 milhões de quilómetros percorridos em modo autónomo em vias públicas. Só nas cinco cidades onde opera, a empresa assegura atualmente mais de 250 mil viagens pagas por semana, o que, segundo as estimativas da revista Forbes norte-americana, poderá representar um volume de negócios superior a 5 milhões de dólares por semana. Para manter esta operação em crescimento, a Waymo está a estabelecer novas parcerias estratégicas, como é o caso da Avis em Dallas, que irá garantir o carregamento, limpeza e manutenção básica da frota elétrica autónoma. Dallas como símbolo do progresso (e da urgência) A escolha de Dallas não é casual. A cidade tem o maior índice de mortalidade rodoviária entre as metrópoles com mais de um milhão de habitantes nos EUA. A Waymo vê aqui uma oportunidade para demonstrar como a tecnologia de condução autónoma pode contribuir para melhorar a segurança nas estradas, reduzindo o erro humano - ainda responsável por mais de 90% dos acidentes de viação. Corrida para o futuro da mobilidade A evolução da Waymo ilustra como a mobilidade elétrica e autónoma está a ganhar tração real, com implicações profundas para o futuro do transporte urbano. Mais do que promessas, a empresa está a construir uma rede de mobilidade autónoma operacional, assente em veículos 100% elétricos, infraestruturas dedicadas e parcerias locais que garantem a fiabilidade do serviço. Se os planos se concretizarem, a próxima década poderá consolidar um novo paradigma: o da mobilidade como serviço (MaaS), elétrica, autónoma e sob medida para os desafios urbanos do século XXI. Tesla: muitas promessas, poucos robotáxis Apesar das declarações repetidas de Elon Musk sobre a liderança da Tesla em inteligência artificial aplicada à condução, a empresa continua longe de oferecer um serviço de robotáxis comparável à da Waymo. Os testes decorrem em regime supervisionado em pequenas zonas de Austin e São Francisco, com um técnico humano sempre presente no veículo. E têm sido registados problemas que não são despicientes: de manobras incorretas a colisões e falhas críticas em cruzamentos ferroviários. A Tesla mantém a sua aposta exclusiva em câmaras para detetar o ambiente envolvente, descartando o uso de tecnologias como LiDAR ou radar, amplamente adotadas pela concorrência - incluindo a Waymo - e consideradas essenciais por diversos especialistas para garantir níveis mais elevados de segurança. Apesar disso, Musk voltou recentemente a afirmar que a Tesla é "de longe a melhor do mundo em IA aplicada ao mundo real", acrescentando que a empresa "é muito melhor do que a Google" neste domínio. Esta semana, anunciou um acordo milionário com a Samsung para o fornecimento de chips para condução autónoma dos futuros Tesla. Welectric [Additional Text]: waymo Welectric