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3 PERGUNTAS A...

Diário do Alentejo

2025-08-10 21:07:06

PAULO ARSÉNIO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA Destinado à modernização do comércio tradicional, o município de Beja inaugurou, recentemente, nas instalações do antigo posto de turismo, na rua capitão João Francisco de Sousa, o hub Beja + Digital. Quais os objetivos a que este projeto se propõe? Este novo espaço pretende ser um ponto de atendimento aos 130 aderentes ao “Bairro Comercial Digital de Beja”, de forma a poderem ser esclarecidos sobre dúvidas que tenham acerca do seu negócio, no âmbito do “bairro”. É mais um serviço disponibilizado , este de proximidade e de ligação aos interessados , no conjunto do projeto. Beja tem vindo a assistir, nos tempos mais recentes, ao encerramento de um número considerável de lojas do centro histórico da cidade. A que se deve, no seu entender, esta realidade? Têm encerrado umas lojas e têm aberto outras. As rendas, em zonas centrais das cidades, nem sempre são fáceis de suportar pelos arrendatários. Note-se, ainda, que a atividade comercial é dinâmica, por natureza, sendo que alguns hábitos de consumo já se vinham alterando, quer através da crescente procura por grandes superfícies, quer com a expansão do comércio eletrónico à distância, que também conheceu um forte crescimento, sobretudo, durante e depois do período pandémico, em detrimento dos hábitos de compra anteriores. Ora, o “Bairro Digital de Beja” visa, entre outras coisas, colocar o pequeno e o médio comércio em condição de competitividade nesse segmento, permitindo e ajudando a venda de produtos e a promoção de serviços, através de canais digitais de grande alcance. Para lá deste hub digital, que outras ações considera pertinentes levar a cabo para que a revitalização do comércio no centro histórico de Beja venha a ser uma realidade inquestionável? A oferta das lojas e a diversidade de produtos e artigos que oferecem, a relação de proximidade dos vendedores com os seus clientes, a criação do conceito de “marca” de uma zona comercial ampla (precisamente, o que o bairro digital vai fazer através do marketplace a ser criado no seu âmbito) e a realização pontual de eventos e de campanhas no espaço mais central são fatores de diferenciação positiva do comércio do centro histórico, partilhando responsabilidades, ideias e soluções entre os operadores e a autarquia. Realidades inquestionáveis não as há. Nem nesta matéria, nem em outras. JOSÉ SERRANO