VACATION DRIVE - VERÃO AZUL? VERDE!
2025-08-11 21:05:04

VOLVO EX40 , BLACK EDITION SINGLE MOTOR , PLUS FÉRIAS 100% ELÉTRICAS, SERÃO ELETRIZANTES? FIZEMOS UM VERÃO NTEIRAMENTE ELÉTRICO. ALGARVEÁMOS, E PARTIMOS DEPOIS PARA A BEIRA-INTERIOR, SEMPRE NO RECÉM-BATIZADO EX4O. PERCORREMOS MAIS DE 2500 QUILÓMETROS, E... SOBREVIVEMOS PARA CONTAR TUDO! O verão ainda vai a meio, mas já fizemos um pequeno período de férias cá por casa e aproveitámos para fingir que já não há gasolina, gasóleo, etanol ou biodiesel. Acendemos uma velinha, unimos as mãos de todos ao centro e jurámos na “Grande Loja Oriente da Venteira e Porcalhota Oeste”: “Vamos delétrico! Somos EV! Viva os eletrões!”, e lá fomos com o tal dogma “é O futuro”... Eis que antes de meter a bagagem toda na mala do EX40 (410 litros + 30 do "frunk"), algo nervoso, instalei e subscrevi três novas apps e pedi mais três cartões de carregamento de operadoras que ainda não tinha. “Mas João, iSSo não é um exagero?” Oh meus amigos, não! Aqui na AD já sabemos o que a casa gasta perante o mote “EV”, pode correr bem, ou muito mal. E estamos a falar de viagens e viajar por auto-estrada num elétrico. Aliás, num “carro elétrico” que “elétricos” são os da Carris. Mas... nisto das viagens delétrico, diz que “quem esfíncter tem, medo carrega” (não é bem assim a expressão, mas num órgão de comunicação referência, e do gabarito da autoDRIVE, temos que ser corretos, polidos e delicados, coibindo-nos de dizer: “Quem tem cu, tem medo!” Ai bolas..! E agora? Como é que se apaga isto?) Ainda para mais, este EX40 que nos chegou para a odisseia não é o de alcance estendido (“Extended Range”, Va), um “bónus” que custa mais 2706EUR na gama EX40. Este era o “normal” que assim em auto-estrada. percorre ali em redor dos 300 quilómetros, sendo que em percurso combinado são prometidos pela Volvo aproximadamente 460 km e andando só em cidade 640 km. Mas... a altura, e o desenho, do EX40 não são “aerodynamics friendly”, pelo que.. é normal este medo. vá não era medo era... pânico! (Brincadeira, era apenas receio. Era cautela, Va!) Também por azar, na semana anterior a app da Miio esteve-nos empancada e sem ser útil. Se calhar culpa do meu telemóvel (apesar de novo), mas pior que isso foram os dois cartões Miio que tenho... ambos bloqueados. Pedi mais um, aliás paguei mais um (10e!1), mas não chegou a tempo. Tudo bem. Saí da Amadora com a bateria a 100%. Dias antes, e cheio de medo da inteligência artificial, do algoritmo do carro, do ecrã central que manda em tudo e até do Google integrado (eu sou uma pessoa simples, tímida e humilde note-se) até andei em ritmo de pisar ovos para ver se , como que por feitiçaria o carro me oferecia mais 100 quilómetrozitos no computador de bordo. E efetivamente até se pode fazer isto como placebo, mas claro que depois de recalcular tudo por já irmos em auto-estrada.. a física dos iões de lítio ri-se de nós, claro. O problema é que de facto o EX40, que é um carro bom em praticamente tudo, sofre com a sua ineficiência aerodinâmica. Nem sequer é um elétrico muito pesado (1500kg) mas..., e mesmo no dia-a-dia, é fácil andarmos sempre pelos 22 a 24 kWh, o que é indesejável. Aliás, para conseguirmos os 320 km pretendidos para só vol-tar a carregar no Algarve urge ir sempre a 100 km/h o caminho todo. Por um lado, é bom pela segurança e perante a impiedade dos radares, por outro... enlouquece as três meninas do banco de trás que sem paragens pelo caminho já não sabem o que fazer, diante do ritmo caracol do pai. Pelo menos, fomos sempre com o ar condicionado ligado, um luxo de dispêndio de energia, estando nós a falar de um carro elétrico. Chegámos, SàOS e salvos.com mais cabelos brancos, stress pós-traumático e apenas 10 quilómetros de alcance, mas: conseguimos! Melhor ainda, o Intermarché dali, com dois postos de carregamento turbof (lentos) até 22kw, estava quase sempre disponível e ainda por cima situava-se a 5 minutos a pé de onde ficámos. Aliás minto! Situava-se a 6 minutos, mas com sol forte no escalpe e esquecimento de boné em casa, eu acelerava o passo e conseguia 5 minutos (e que até pareciam 4,51). Há que ser rigoroso no relato. Bem, do mal o menos, metia ali o carrito e ia para a piscina. Não precisava de andar em busca de um posto especial e chamar depois um úber para me levar a casa. Já um dia à noite, na Marina, um senhor agente (ou fiscalizador, nem percebi) queria-me multar por ter estacionado num dos lugares reservados só para elétricos. Vi ao longe, corri até lá. E ele ainda gritou comigo: “Como é que sei que este carro é elétrico? Não parece nada!” E tem razão, tem demasiada pinta para se parecer EV. Mas tudo bem, não fui coimado. E ainda bem, que no Algarve tudo está com “preço de Miami!” Para o ano temos que ir para Espanha para gastar só metade, contu-do... Espanha ainda é mais longe (e subitamente a sigla TDI crava-se nos meus sonhos nostálgicos!) Praia, piscina, carrinhos de choque, roda gigante, sushi, e afins, e eis que passaram 15 dias e é hora de regressar. Decidimos voltar já de noite. Por volta das 22h. é que bem sei que se gasta sempre mais a voltar, é a subir. A 100%, e depois de muitas voltinhas urbanas, o computador estimava agora um alcance de 410 quilómetros. Uma maravilha. Chega e sobra. Mas depois.. liguei o AC, caíram logo 90 km, ainda na casa de partida e parado. Desliguei O AC mas deixei a ventoinha, baixaram Só 50, mesmo assim, pouca margem de manobra. Mas siga. Há que ter coragem. E à noite OS PCR das AE não têm Teslas a fazer fila, vai dar tudo certo. Contudo, rapidamente constatei duas coisas, já eram 23h e a temperatura lá fora ainda era de 30 graus (dos Celsius). Ainda por cima, vento. Na A22 rapidamente caíram 100 quilómetros para percorrer ali o bocado até à A2, mas não dava para se ir sem AC. Não dava.. mas deu, porque de repente.. (2 horas depois) já estávamos a ficar sem alcance possível e as três meninas estavam a dormir. Se parasse..iriam acordar. Se parasse e O PCR estivesse “bugado” iriam gritar. Se parasse e OS PCR estivessem ocupados e com os condutores “missing in action”, iriam reivindicar “segue pai!” Se parasse e lhes dissesse que ainda faltavam 30 minutos para desligar o cabo.. iriam... matar-me. Pelo que, qual “Thelma and Louise” qual quê, lá seguimos reto a casa. Desliguei o AC, ganhei mais 40 quilómetros. Depois a ventilação (e que até já só ia no “1" numa escala até “5” e siga p ra Bingo. Salvação: eu tinha recarregado a 100% a minha ventoinha portátil chinesa e a minha mulher foi alternando comigo sobre quem recebia o arzinho fresco na cara. “Long story short”, conseguimos chegar sem parar.. mas levámos quase 4horas de caminho, com uma fase final já em toada só a 70 ou 80 km/h e muito suor (literal) a escorrer pela cara. Não foi uma boa experiência, e até os camiões de TIR nos buzinaram e rogaram pragas por lhes cortar o seu fundamental balanço. Em 2025, passámos, portanto, do “Levei 1h50 p ro Algarve”, e da fase “Fiz 4 litros de média até Albufeira” ao: “Consegui voltar só com um carregamento”, escondendo a parte: “E...com traumas de sauna a bordo e pesadelos de ficar apeado..” Nós, e mesmo neste cenário de família completa e carga a bordo, já fizéramos no passado várias viagens de 300 quilómetros em automóveis “EV”. Contudo, nunca se repete o mesmo cenário, mesmo quando é com o exato mesmo carro e em direção ao mesmo destino. Porquê? Porque há mil e uma condicionantes adicionais que nos eteren surpreendem, ou que pelo menos no passado não notávamos porque íamos confiançudos de que sempre que fosse necessário era só abastecer em 5 minutos e obter mais 700, 800, 1000 quilómetros de autonomia. MAS... 0 VOLVO ê FIXE! Dito que isto, e que depois de exorcizados tantos demónios em redor nas minhas viagens EV eis que tive azar e voltei à estaca emocional zero, há a dizer que se este EX40 não é eficiente em AE, dezenas de outros seus rivais apregoam 600 ou 700 quilómetros de alcance mas far-nos-iam passar pela mesma peripécia. E não é voltar ao cliché “O Mundo ainda não está preparado!”, mas é sim passar pelo lugar comum (lúcido) de exclamar: os elétricos têm que ser de facto para circuito urbano e com alguma programação (certeza) de onde se conseguirá recarregar sem embaraços ou esperas intermi-náveis (sendo que no fundo só há um sítio bom para se recarregar um automóvel EV: em casa). Mas... O Volvo é fixe. Todos OS Volvo são, sempre! Aliás, O XC40 foi “Carro Internacional do Ano” em 2018 (há 7 anos) e ainda foi a tempo de ser convertido de Diesel, ou híbrido, numa versão 100% elétrica que õnos soa a elétrica desde do batismo. Aliás, foi recentemente rebatizado e este elemento da família elétrico-sueca passou a ser EX40, para harmonizar. E...como é que este das fotos tem ainda mais pinta? Tem porque é uma versão “Black Edition”. Okay, este carro de pretensões verdes, ensaiado, até é azul escuro, e... Vá, pronto, é possível ter um Volvo EX40 Black Edition em Branco Cristal, Cinzento Vapour, este Azul Denim ou é claro Preto (õnix). Comum a todos são as jantes negras de 20” e cinco raios (bem estilosas), a grelha em preto brilhante e as capas dos retrovisores também. Este nosso elétrico “não-Carris” custa a partir de 57 391EUR, mas quem quiser um EX40 base pode contar com um preço desde os 51 000EUR. Não é barato (de todo), mas a qualidade paga-se e este Volvo que até poderia acusar os anos da idade , ainda õnos convence amplamente pela qualidade geral e acima de tudo conforto, sendo esse o seu maior atributo, a par da qualidade geral. // 94 VACATION DRIVE “VERão AZUL? VERDE!” FéRIAS 100% @ “EV” VOLVO EX40 , BLACK ED. IR DE VIAGEM NUM AUTOMôVEI 100% ELETRICO AINDA NàO E A TAREFA MAIS FàCIL DO MUNDO. MAS E POSSíVEL E CONTUDO UMA VIAGEM MUITO DIFERENTE DAS “DE ANTIGAMENTE” E COM TODO UM OUTRO MODUS OPERANDI POR DENTRO, 0 EX40 é MUITO MAIOR DO QUE APARENTA POR FORA | VENTILAçâO DESLIGADA? MAIS 90 QUILõMETROS! MAS IMPLICA: CARA MUITO SUADA, VENTOINHA (CHINESA) PORTâTIL NA MâO E.. MUITA FORçA DE VONTADE, RUMO A0 FUTURO ELêTRICO João Santos Matos