NO SUPERMERCADO, PORTUGAL É VICE-CAMPEÃO DA EUROPA NOS PRODUTOS DE MARCA PRÓPRIA
2025-08-15 21:03:25

Mais de 50% das vendas da distribuição alimentar no país são nas marcas da distribuição. E a quota está a aumentar. Na Europa, só a Suíça bate Portugal Em Portugal, a marca própria das insígnias de distribuição já vale mais de 50% dos volumes vendidos no retalho alimentar e "esta percentagem vai continuar a crescer", afirma Luís Moutinho, presidente executivo da MC, dona do Continente. "Somos o segundo país da Europa com maior penetração da marca própria e em breve seremos o primeiro", antecipa o gestor, certo de que o país ultrapassará a Suíça no futuro próximo, até pela presença de novos operadores no mercado que trabalham muito nesta base. Com 35 mil referências nas prateleiras, ou 40 mil somando a oferta do Continente online, o gestor assume ter a "liderança nacional nas vendas com marca própria", a acompanhar a liderança da insígnia no retalho alimentar e "a maior variedade de artigos com marca de fornecedor". É um portfólio com uma base de seis marcas próprias, do Continente, na alimentação, que lança em média um produto novo por dia, à MyLabel, Kasa, Note!, Yämmi e Boost plus no segmento não alimentar. E o domínio é dos produtos nacionais, garante Luís Moutinho. Os números desta cadeia com 41 hipermercados Continente, 150 lojas Continente Modelo (grandes supermercados) e 209 lojas Continente Bom Dia (supermercados), a que se junta "o trabalho de parceria" com 300 franqueados do Meu Super, mostram que a percentagem de compras à produção nacional é de 83% e a compra de frescos ao seu Clube de Produtores somou um valor recorde de EUR620 milhões em 2024. "Estamos felizmente dependentes de Portugal, embora muito mais no segmento alimentar do que nas categorias de bazar", comenta o gestor. Quanto ao facto dos portugueses serem dos que mais gastam em comida e bebida na União Europeia - EUR3314 por pessoa e por ano em termos nominais, de acordo com o Eurostat - o presidente executivo da MC diz apenas que "é bom termos uma relação com a alimentação mais enraizada do que outros países. Faz parte das nossas raízes, da cultura, da felicidade, da convivência em família e sociedade". "Falar de retalho alimentar é falar de geografia. Cada país tem as suas particularidades e a sua cultura alimentar. Os consumidores portugueses são racionais. Têm oferta para fazer as suas opções e compram o que querem", afirma. No primeiro semestre do ano, a MC viu as vendas engordarem 25% em termos homólogos e contribuiu com EUR4,1 mil milhões para o volume de negócios consolidado de EUR5,3 mil milhões do grupo Sonae. No retalho alimentar, "o Continente voltou a reforçar a sua liderança" no mercado nacional, com um crescimento de 8%, indica a empresa na apresentação das contas do grupo para o período entre janeiro e junho. Ao nível da rentabilidade, a margem EBITDA foi de 10,2%, com "o forte crescimento do volume de negócios e os ganhos contínuos de eficiência a compensarem as pressões da inflação nos custos e de um ambiente de mercado altamente competitivo". NÚMEROS 83% é a percentagem de compras do Continente à produção nacional. A compra de frescos da insígnia ao seu Clube de Produtores soma EUR620 milhões 35 mil são as referências nas prateleiras das lojas Continente. Com o Continente online são 40 mil Margarida Cardoso texto Margarida Cardoso