VIBRAÇÕES PICTÓRICAS PODE SER VISITADA NA TORRE DE MEDIEVAL ATÉ 4 DE SETEMBRO - EXPOSIÇÃO DE MARLENE LIMA NO MUSEU PIO XII DESAFIA A EXPERIENCIAR UM MUNDO DE SENSAÇÕES
2025-08-22 21:04:06

Experiência sinestésica. A exposição na Torre Medieval, espaço do Museu Pio XII, em Braga, é descrita pela autora como um cruzamento de sensações que transporta o visitante para uma experiência sinestésica Há mais de um mês que está patente no Museu Pio XII, em Braga, mais concretamente na Torre Medieval, a exposição “Vibrações Pictóricas”, da autoria de Ana Marlene Lima. Uma exposição que desafia os visitantes a uma explosão de cores e de sensações, que desperta ou remete um mundo de sensações, ou seja, para uma experiência sinestésica. Em declarações ao Diário do Minho, Ana Marlene Lima recordou que o material da exposição começou a ser produzido há cerca de dois anos, a partir de um dos quadros, patente no último dos quatro pisos da torre. Sobre o trabalho, a autora explicou quando um dos nossos sentidos é estimulado, desperta outros sentidos ou nos remete para outras memórias como o cheiro da comida da avó, o sabor de um prato, para a recordação de uma música ou de uma paisagem. Ana Marlene Lima coloca em tela estas sensações positivas ou negativas, de forma abstrata, mas cheia de cores. «Vivemos imersos num ful xo constante de estímulos sensoriais. No desenrolar das nossas experiências diárias, as cores, os cheiros, os sons e as texturas moldam de forma subtil - e por vezes avassaladora, a perceção do mundo. Há momentos em que estas impressões se entre-laçam: um aroma transporta-nos no tempo e no espaço, uma melodia evoca imagens que nunca vimos, uma cor desperta sensações táteis ou auditivas. É este cruzamento de planos sensoriais - nessa experiência sinestésica - que se inscreve a presente exposição “Vibrações Pictóricas”», pode ler-se no prospeto. O texto acrescenta que as obras expostas «resultam de uma procura visual, que se aprofunda na tentativa de traduzir este fenómeno percetivo. Cada composição nasce do impulso de converter em imagem aquilo que, muitas vezess, apenas intuímos - as vibrações invisíveis que atravessam os nossos sentidos». Assim, a exposição de Ana Marlene Lima é um desafio também a cada vi-sitante, a fazer as próprias memórias sensoriais, a estabelecer as suas próprias ligações de cores, de cheiros ou de imagens. Mas a exposição convida, igualmente, a uma subida à Torre Medieval, de onde, para além dos quadros da aurora, pode-se ver a cidade de Braga nos mais diversos ângulos. Além da própria sensação física de subir quatro andares de escada. De referir que a primeira parte da exposição “Vibrações Pictóricas” está patente na Uminhoexec, na Universidade do Minho até 15 de Setembro, com a curadoria da Helena Mendes Pereira, curadora da Zet Gallery, da dst. Aliás, Ana Marlene Lima tem já um currículo assinalável, com participação em bienais, além outras exposições individuais e coletivas. VII Bienal Internacional de Artes de Espinho, em 2023; a XIV Bienal de Pintura do Eixo Atlântico, em Lugo, Galiza, também em 2023; e a VI Bienal Internacional de Arte de Gaia, são apenas alguns exemplos. Marlene Lima participa na Noite Branca de Braga Entretanto, uma das próximas atividades da artista é dentro de pouco tempo, no âmbito da Noite Branca de Braga, de 5 a 7 de setembro. Assim, nos dias 5 e 6 de setembro vai fazer visitas guiadas à exposição às na Torre Medieval do Museu Pio XII, sempre às 18h30. E no dia 6, de manhã vai fazer uma visita guiada para crianças, seguida de um momento de desenho e pintura. As cores vivas da pintura de Ana Marlene Lima remetem para memórias dos meios onde nasceu e cresceu: Angola e o Minho A exposição pode ser visitada até 7 de setembro, na Torre Francisco de Assis