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FORBES LAB X TML - NA VANGUARDA DA COESÃO TERRITORIAL E SUSTENTABILIDADE

Forbes Portugal

2025-08-26 21:06:11

Quando a mobilidade se tornou uma alavanca estratégica de desenvolvimento sustentável, a Área Metropolitana de Lisboa está a assistir a uma revolução estrutural. No centro dessa mudança está a Transportes Metropolitanos de Lisboa, entidade pública intermunicipal que redefiniu a mobilidade da capital e periferia. ais do que um operador de redes ou agente de transformação territorial, social e ambiental, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) assume a missão de implementar uma coordenação integrada dos sistemas de transporte. O seu modelo, pioneiro em Portugal, resulta de uma visão estratégica centrada no utente, na acessibilidade e na eficiência. Um dos marcos deste novo paradigma foi o lançamento do passe navegante®, que eliminou complexidades tarifárias que fragmentavam o acesso ao transporte público. Pois, ao uniformizar preços e simplificar o sistema, democratizou a mobilidade ao estimular a adesão ao transporte coletivo, reduzir custos e promover uma mobilidade mais sustentável. Outro passo decisivo foi a criação da Carris Metropolitana (CM), responsável por qualificar o serviço de transporte rodoviário nos concelhos da area Metropolitana de Lisboa (AML), que trouxe um novo caderno de encargos centrado na qualidade do serviço, na renovação da frota (veículos mais ecológicos e acessíveis) e na melhoria da informação ao passageiro, digitalizando o contacto com o cidadão e garantindo maior previsibilidade nas deslocações. MOBILIDADE: UM DIREITO a INCLUSaO O impacto da TML vai além de operações de locomoção ao testar soluções que articulam transporte, planeamento urbano, inovação digital e justiça social. A aposta em bilhética inteligente, redes integradas e transportes flexíveis é acompanhada por uma estratégia de descarbonização alinhada com os compromissos ambientais da União Europeia. E ao colocar a mobilidade no centro da agenda me-tropolitana, a TML responde também aos desafios da coesão territorial. Em concelhos periféricos e menos servidos, como Sesimbra, Mafra ou Alcochete, o acesso a redes eficientes tornou-se uma ferramenta de inclusão social e económica, combatendo desigualdades de acesso ao emprego, educação e serviços, assumindo a mobilidade como um direito. Ao fim de cinco anos de atividade, os resultados estão à vista, mas os desafios também: acelerar a transição energética da frota, melhorar a articulação entre modos de transporte e reforçar a resiliência do sistema perante novas realidades demográficas e climáticas. A próxima década será decisiva e a TML está na vanguarda dessa filosofia. dade dos Emirados Arabes Unidos tem implementado uma infraestrutura digital extremamente avançada, que vai desde a mobilidade elétrica até a utilização de IA para melhorar a gestão de serviços públicos e segurança. A cidade também se destaca pela sua estratégia de inovação contínua, incluindo o uso de blockchain em processos administrativos e a introdução de sistemas de governança digital. CAMINHO PARA O FUTURO O futuro das cidades inteligentes não é apenas uma questão de inovação tecnológica, mas também de investimentos estratégicos. De acordo com o relatório da International Data Corporation (IDC), os investi-mentos em cidades inteligentes estão projetados para ultrapassar os 2,5 biliões de dólares até 2026, refletindo o crescente compromisso com a criação de ambientes urbanos mais eficientes e sustentáveis. Este impulso financeiro é essencial para que as cidades possam adotar as tecnologias necessárias que possibilitam uma gestão mais eficiente dos recursos urbanos. Além disso, a execução de infraestruturas verdes e soluções de mobilidade sustentável também exige um forte apoio financeiro. Cidades como Copenhaga, que lideram a transição para um futuro neutro em carbono, estão a investir fortemente. Em 2025, a cidade dinamarquesa estima um investimento de 1,2 mil milhões de euros em iniciativas verdes, consolidando-se como modelo de cidade inteligente sustentável. A verdadeira transformação das cidades inteligentes está também na capacidade de atrair investimento público e privado que favoreça a inclusão social. Inves-timentos em tecnologia não podem ser isolados das necessidades sociais. A criação de soluções acessíveis e equitativas para todos os cidadãos será o verdadeiro teste para as cidades do futuro. A Fundação para as Cidades Inteligentes da Europa (FICE) estima que 70% do financiamento global para smart cities em 2025 será direcionado para projetos que integrem soluções inclusivas, acessíveis e que respondam às desigualdades urbanas. Portanto, o caminho para um futuro urbano inteligente será profundamente condicionado pelo impulso destes investimentos. O foco não será apenas a adoção de tecnologias de ponta, mas também a criação de um ecossistema onde a inovação é igualmente aplicada para resolver os grandes desafios das cidades, como a escassez de habitação acessível, a mobilidade eficiente e a redução das desigualdades sociais. ® DUAS PERGUNTAS A RUI LOPO, ADMINISTRADOR DA TML A TML tem sido pioneira na redefinição da mobilidade urbana, sobretudo com o navegante®. Quais os próximos passos para consolidar essa visão integrada de transporte público a nível metropolitano? "Temos como prioridade consolidar um sistema de mobilidade integrado, acessível e eficiente para a AML. Para tal, e após o sucesso do navegante®, os próximos passos incluem: »Expansão e qualificação da oferta de transporte coletivo, através da CM, com uma rede mais densa, articulada e tecnologicamente avançada, com dados em tempo real e gestão operacional eficiente; Melhoria das interfaces e da infraestrutura de suporte, focando na qualidade do espaço público, integração modal e conforto dos utilizadores; Desenvolvimento do Plano de Mobilidade Metropolitano Urbana Sustentável, articulando políticas públicas, planeamento estratégico e avaliação ambiental e social.” Quando a mobilidade tem também uma dimensão climática e social, como é que a TML se posiciona enquanto agente de coesão territorial e combate à exclusão, sobretudo nas zonas mais periféricas? "A TML assume um papel central na promoção de uma mobilidade sustentável, justa e coesa. Nas zonas periféricas da AML, o objetivo é garantir que o transporte público seja um fator de inclusão.com a CM. está a ser assegurada uma cobertura territorial alargada, com horários e ligações ajustadas às necessidades das populações, mesmo em áreas de baixa densidade. Também temos desenvolvido ações para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, e a lógica do navegante® = ao oferecer um título único e acessivel = é uma medida estrutural no combate à exclusão económica no acesso ao transporte. Por fim, ao integrar preocupações ambientais e incentivar o transporte coletivo, a TML promove a descarbonização da mobilidade e responde aos desafios climáticos. O futuro das cidades inteligentes não é apenas uma questão de inovação tecnológica, mas também de investimentos estratégicos. Os investimentos até 2026 devem ultrapassar Os 2,5 biliões dólares.