CHINESA BYD À FRENTE DA TESLA NAS VENDAS DE CARROS NA EUROPA EM JULHO
2025-08-28 21:06:20

Vendas da BYD dispararam mais de 200%, enquanto a fabricante de Elon Musk teve uma quebra de 40%. Alemanha sustentou subida das vendas de novos automóveis na Europa. As vendas de automóveis novos na Europa aumentaram 5,9% em julho, com o salto na Alemanha superando as quedas na Grã-Bretanha, França e Itália, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA, na sigla em inglês). As vendas globais na maior economia do continente aumentaram 11,1%, enquanto no Reino Unido caíram 5%, em França desceram 7,7% e em Itália recuaram 5,1%. Por sua vez, Espanha, Polónia e Áustria registaram aumentos de 17,1%, 16,5% e 31,6%, respetivamente. No que toca às marcas, a Tesla perdeu quota de mercado pelo sétimo mês consecutivo, apesar do aumento nas vendas gerais de carros elétricos, e ficou atrás da concorrente BYD, que pela primeira vez foi incluída nos dados de vendas mensais. Segundo os dados da ACEA, as vendas da Tesla caíram 40,2%, reduzindo a sua quota de mercado de 1,4% há um ano para 0,8%. Já as vendas da BYD dispararam 225,3%, conquistando atualmente 1,2% do mercado. As vendas na União Europeia (UE), Grã-Bretanha e Associação Europeia de Livre Comércio aumentaram para 1,09 milhões de carros em julho, de acordo com a ACEA. Os registos na Volkswagen e na Renault aumentaram 11,6% e 8,8% em relação ao ano anterior, respetivamente, mas caíram 1,1% na Stellantis. Já as vendas totais de automóveis na UE aumentaram 7,4%. Os registos de automóveis elétricos a bateria, híbridos elétricos e híbridos plug-in aumentaram 39,1%, 56,9% e 14,3%, respetivamente, representando, no seu conjunto, 59,8% dos registos do bloco, contra 51,1% em julho de 2024. Os dados da ACEA são conhecidos um dia depois de o CEO da associação, Ola Kaellenius, ter enviado uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmando que as metas da UE para reduzir as emissões de CO2 dos veículos, incluindo uma redução de 100% para carros até 2035, não são mais viáveis. Joana Abrantes Gomes