pressmedia logo

BAIRROS COMERCIAIS DIGITAIS DÃO OS PRIMEIROS PASSOS EM ALCOBAÇA

Região da Nazaré

2025-09-01 21:06:12

Alcobaca Bairros comerciais digitais dão os primeiros passos em Alcobaca Il Com arranque oficial marcado para setembro, o projeto Bairros Comerciais Digitais já começou a dar os primeiros passos em Alcobaça. O gestor deste programa na cidade vizinha, Joaquim Pescada, explicou, em entrevista, o que está a ser feito concretamente e como é que o projeto irá transformar o comércio local. Resumo do projeto: O programa Bairros Comerciais Digitais é uma iniciativa nacional que visa modernizar e digitalizar o comércio tradicional de proximidade, através da introdução de soluções tecnológicas que vão desde a presença online das lojas até à utilização de plataformas de e-commerce e gestão digital de clientes. O objetivo é fortalecer a competitividade do pequeno comércio, dinamizar as zonas urbanas e melhorar a experiência de compra dos consumidores, tornando os centros urbanos mais atrativos e conectados à economia digital. P: o que são OS Bairros Comerciais Digitais? R: O Bairro Comercial Digital está inserido no conceito mais amplo das chamadas Smart Cities, que, um pouco por todo o mundo, ganham cada vez mais relevância. A ideia principal deste projeto é permitir que as comunidades locais e os visitantes da cidade de Alcobaça tenham um acesso facilitado e privilegiado aos diversos comércios e serviços que a cidade oferece. Acreditamos que a digitalização e a melhoria da comunicação tornam a experiência mais eficiente e direta, tanto para os residentes como para os turistas. Através de uma plataforma digital, será possível saber exatamente onde se localizam os diferentes negócios, que tipo de produtos ou serviços oferecem e como aceder a eles = presencial ou digitalmente. Esta plataforma funcionará como um marketplace, onde estarão reunidos os comércios e serviços locais. Assim, OS empresários poderão divulgar os seus produtos e serviços online, permitindo aos consumidores adquirir o que pretendem de forma cómoda. No momento da entrega, existirão duas possibilidades: a tradicional (com levantamento direto nos estabelecimentos) ou através de pontos de recolha espalhados pela cidade. Nestes pontos, os produtos estarão armazenados em cacifos específicos. Após a compra e o pagamento, o cliente recebe um código que lhe permite aceder ao cacifo no horário que lhe for mais conveniente. Basta digitar o código para abrir a porta e levantar o seu produto. P: Quando é que o projeto arrancará oficialmente? R: O projeto está enquadrado num programa do PRR e arrancou há cerca de meio ano. Neste momento, temos tudo perfeitamente definido em relação aos próximos passos a dar, e o programa começa agora a ser implementado no terreno, a partir deste mês de maio. O objetivo é que, até setembro, toda esta mecânica esteja afinada, para que possamos estar plenamente online no final desse mês. Essa é uma data extremamente importante. Aproveito também para apelar a todo o comércio e serviços da cidade que se envolvam, que compreendam que este é um projeto feito para os ajudar , para fomentar mais vendas, aumentar a circulação de pessoas e atrair mais visitantes para Alcobaça. Ao nível do turismo, gostava ainda de destacar um ponto muito importante nesta fase em que Portugal recebe cada vez mais turistas: é essencial tornar a cidade mais atrativa. O que se pretende é que os visitantes não estejam cá apenas por algumas horas, mas que fiquem dois ou três dias, conhecendo melhor não só a cidade de Alcobaça, mas também toda a sua região, que tem imensas ofertas a nível gastronómico, cultural, entre outras. P: Agora uma questão direcionada para os comerciantes. Quem é que se pode inscrever nesta plataforma e o que é que terão de fazer para o fazer? R: Temos como parceiro a Associação de Comerciantes de Alcobaça, com quem já realizámos algumas ações de esclarecimento sobre o que iria acontecer. Nesta fase, estamos a estreitar ainda mais essa parceria, e temos previstas reuniões com os comerciantes durante este mês de maio e início de junho. Nesses encontros, vamos ser muito mais específicos e concretos sobre o que precisamos da parte deles e sobre o que podem esperar da nossa. Atualmente, existem dois canais diretos para contacto e inscrição: através da Câmara Municipal de Alcobaça ou da própria Associação de Comerciantes. São os meios mais simples e acessíveis. Para além disso, vamos realizar ações no terreno, visitando os proprietários e esclare-cendo pessoalmente as dúvidas. Queremos evitar processos burocráticos e pouco claros. O nosso grande objetivo é estar próximos das pessoas, explicar o que vai acontecer e garantir que toda a informação é bem compreendida. Iremos abordar temas como a sinalética, a mobilidade dentro da cidade, onde é possível estacionar, e o que vai mudar num futuro próximo. Tudo isto faz parte do projeto de smart cities, onde será possível, por exemplo, saber em tempo real quantos lugares de estacionamento estão disponíveis e onde. Isso ajuda a que as pessoas se sintam mais confortáveis ao visitar Alcobaça, porque sabem com o que contar - onde estacionar, para onde se dirigir, o que encontrar. Aproveito também para deixar um apelo aos comerciantes sobre um tema que considero extremamente importante: os horários de funcionamento. Vivemos num mundo cada vez mais acelerado e, por isso, pode ser necessário repensar e adaptar os horários à nova realidade. Este é um ponto sensível, mas que espero poder discutir, de forma construtiva, com os comerciantes, para encontrarmos um equilíbrio entre a oferta e a procura. Isso será essencial para o sucesso do projeto. P: Quando falamos de comerciantes, estamos a referir-nos ao comércio tradicional. A restauração também está incluída neste projeto? R: Fizemos um levantamento exaustivo de todo o comércio e serviços que integram o Bairro Comercial Digital. Este bairro é composto por dois grandes polos: o polo mais tradicional, junto ao Mosteiro que, como se sabe, o-é património da UNESCO , e um segundo polo, relacionado com a área de serviços, que está ligeiramente mais afastado. Abrange praticamente todo o centro histórico e a zona de serviços que envolve a cidade de Alcobaça. P: E está aberto a todos os tipos de comércio? R: Sim, está aberto a todos os tipos. Inclusivamente, nesta primeira fase, se houver comerciantes ou prestadores de serviços localizados fora da área definida do bairro digital, estamos sempre disponíveis para conversar. A nossa abordagem é encontrar uma solução viável e inclusiva para que essas empresas também possam ser integradas. P: Quais é que são, concretamente, os objetivos? R: Sim, já toquei nesse ponto, mas posso reforçar. O grande objetivo inicial é unir estes dois polos da cidade. Muitas vezes, as pessoas vêm a Alcobaça para tratar de um assunto ou ir a um serviço específico, mas acabam por não aproveitar outros espaços que poderiam visitar. Portanto, o objetivo primário é fazer essa ligação entre os dois polos, de forma a relembrar - sobretudo a quem cá vive há muitos anos que a cidade tem mais para oferecer. A ideia é: "já que estou aqui, porque não aproveitar para ir a outros sítios dentro da cidade?" No fundo, trata-se de promover o comércio local e incentivar as pessoas a circularem mais e melhor dentro de Alcobaça. P: Para o cidadão comum, basicamente, o que vai encontrar é essa plataforma. Terá de se inscrever? Como é que vai funcionar esse processo para quem quiser comprar online? R: Vai funcionar como um marketplace. Basicamente, as empresas vão estar presentes nessa plataforma, onde poderão apresentar os seus produtos e serviços, com a possibilidade = dependendo da natureza do negócio de realizarem vendas online. O acesso à plataforma será aberto. Quanto mais pessoas a visitarem, melhor. Estão previstas ações de marketing digital para promover a plataforma, para que cada vez mais cidadãos tenham conhecimento da sua existência e saibam tudo o que podem encontrar nela. Além disso, vamos organizar um conjunto de eventos para atrair mais pessoas à cidade de Alcobaça. O grande objetivo é que as pessoas venham, façam as suas compras aqui, desfrutem do comércio local, passem um bom tempo de lazer e visitem os nossos monumentos. Tudo isso contribuirá para que o comércio e os serviços cresçam num futuro muito próximo. P: Está a referir-se aos espetáculos que vão acontecer? Nomeadamente ao Panorama, que este ano promete uma oferta cultural para muito mais gente? o objetivo é esse atrair um público maior do que o habitual? Esses eventos estão ligados ao projeto? R: Sim, tem a ver com esses eventos e também com outros. Neste momento, estamos a estudar diferentes soluções para atrair outros tipos de consumidores e visitantes, o que é fundamental. Há muitas pessoas que já ouviram falar de Alcobaça, mas que ainda não conhecem todo o potencial da cidade. Queremos mudar isso. Para isso, além dos eventos mais locais, está também em cima da mesa a criação de dois ou três grandes eventos por ano, com uma dimensão mais internacional, capazes de atrair turistas de fora de Portugal. A cultura é um dos pilares desta estratégia de valorização do território e de dinamização do comércio e dos serviços locais. P: Pelas conversas que tem tido com a Associação Comercial, há sinais de que o comércio de Alcobaça está a evoluir? Há novos produtos ou comércios a abrir na cidade, ou ainda não tem essa informação? R: A informação que tenho é que o comércio local ainda está muito pouco digitalizado. Embora muitos comerciantes tenham uma conta de e-mail, esse é um passo básico. O que queremos com este projeto é ajudar os comerciantes locais a estarem mais integrados na plataforma digital, para que ela vá ao encontro das suas necessidades específicas. Um outro objetivo é atrair novos comerciantes e incentivar o comércio tradicional da região, como a faiança, o artesanato e outros produtos culturais e artísticos. Penso que esse é um dos caminhos mais importantes, pois vai atrair um público mais jovem e pessoas à procura de produtos diferenciados. Esta combinação de digitalização com o comércio tradicional será um fator chave para impulsionar a cidade, trazendo um grande impulso para que Alcobaça continue a ser, como já foi no passado, um centro com um volume de negócios significativo. Esse é um dos grandes objetivos do Bairro Digital. Il PA PA