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CEO DA MAN AFIRMA QUE CAMIÕES ELÉCTRICOS SE PAGAM EM MENOS DE 3 ANOS

Observador Online

2025-09-02 21:06:11

A MAN arrancou com a produção em série do seu primeiro camião eléctrico e o seu CEO afirmou que os custos operacionais dos veículos pesados a bateria são tão inferiores que se irão pagar em três anos. O construtor alemão de veículos pesados MAN, conhecido pelos seus autocarros, camiões simples e tractores semi-reboque, está integrado na Traton, a divisão de Veículos Comerciais da Volkswagen, em companhia da Scania, e é um dos maiores fabricantes de veículos pesados na Europa. Em Julho, a MAN iniciou a produção em série de tractores semi-reboque de longo curso eléctricos, alimentados por bateria, e o CEO da empresa, Alexander Vlaskamp, está particularmente satisfeito com a eficiência e a rentabilidade do e-truck. A MAN produz camiões com quatro ou seis módulos de bateria, localizados entre os eixos e com uma capacidade total de até 450 kWh 2 fotos A MAN concebeu o seu camião eléctrico sobre a plataforma dos modelos a gasóleo, o que lhe permite estar de momento a produzir 100 unidades por dia, de ambas as tecnologias. Para ajudar ainda mais os camiões eléctricos, o preço do diesel é substancialmente mais elevado (cerca do dobro) do que nos EUA, o que ajuda a atenuar o elevado preço das baterias. De acordo com Vlaskamp, o MAN e-truck recupera o maior investimento inicial ao fim de 2,5 anos. Como os fabricantes que produzem camiões eléctricos e diesel estimam que os primeiros tenham um período de funcionamento superior aos seus rivais a gasóleo, que superam facilmente os 15 anos, é fácil perceber a vantagem dos camiões a bateria para as empresas transportadoras. Os camiões eléctricos da MAN vão poder usufruir de uma rede de postos de carga europeia com uma potência de 750 kW, que recarrega as baterias em 40 minutos 4 fotos A MAN não é o primeiro fabricante de camiões a produzir modelos de longo curso alimentados por bateria, moda que foi criada pelo Semi da Tesla mas que, entretanto, já foi abraçada pela Volvo, Mercedes e agora a MAN e a sua gémea Scania. O motivo desta adesão tardia, mas em massa, tem como explicação o arranque de importantes subsídios de diferentes Governos à aquisição de veículos pesados eléctricos, uma vez que depois dos automóveis e outros veículos ligeiros de passageiros ou de carga, chegou a altura de combater as elevadas emissões dos camiões de longo curso que, por definição, estão (quase) constantemente em circulação. Na Áustria, os subsídios vão até 80% do valor de aquisição de um e-truck, para a Noruega suportar 60% e a Irlanda pagar entre 30% e 60% do diferencial entre um camião eléctrico e o equivalente equipado com motor diesel, entre muitos outros países. E numa altura em que os e-trucks ainda são substancialmente mais caros, em virtude da enorme bateria de que necessitam para lhes permitir autonomias superiores a 600 km, mesmo quando transportam quase 40 toneladas, estes incentivos permitem que os camiões eléctricos vejam o seu Custo Total de Propriedade (TCO, total cost of ownership) tornar-se inferior ao de um concorrente diesel ao fim de menos de três anos. A MAN produz camiões com quatro ou seis módulos de bateria, localizados entre os eixos e com uma capacidade total de até 450 kWh Em vez de dividir os motores eléctricos por eixo, como faz a Tesla, os construtores europeus e porque usam a mesma plataforma dos camiões diesel, montam os motores EV no lugar do motor diesel original Os camiões eléctricos da MAN vão poder usufruir de uma rede de postos de carga europeia com uma potência de 750 kW, que recarrega as baterias em 40 minutos Simone Carvalho