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COTA: CADILLAC E PORSCHE OS MAIS PENALIZADOS

SportMotores Online

2025-09-04 21:04:10

O Cadillac V-Series.R e o Porsche 963 foram os mais afetados pelos ajustes do Balance of Performance antes do Lone Star Le Mans O Cadillac V-Series.R e o Porsche 963 foram os mais afetados pelos ajustes do Balance of Performance (BoP) antes do Lone Star Le Mans, prova do Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC) que se realiza este fim de semana no Circuit of The Americas. Confirmado num boletim do campeonato esta quarta-feira, o Cadillac, vencedor das 6 Horas de São Paulo e que terminou em 1.º e 2.º lugares na última corrida, recebeu um aumento significativo de 19 kg no peso mínimo. Já o Porsche recebeu 12 kg adicionais desde a última ronda no Brasil. Isto significa que o Porsche, que completou o pódio na geral na última corrida com o carro n.º 5, passa agora a ser o terceiro Hypercar mais pesado em pista, com 1065 kg, atrás do Ferrari 499P e do Toyota GR010 Hybrid, que continuam ambos com 1069 kg. Enquanto o Cadillac perde 5 kW (6,7 cavalos) na primeira fase de potência abaixo dos 250 km/h, o Porsche sofre uma redução ainda mais drástica, de 13 kW (17,4 cavalos). No entanto, ambos os carros receberam pequenos aumentos na segunda fase de potência, de 0,9% e 2,5%, respetivamente. A BMW e a Alpine também sofreram reduções na primeira fase de potência, com o BMW M Hybrid V8 a perder 8 kW (10,7 cavalos) e o Alpine A424 a perder 6 kW (8 cavalos). Estas reduções foram, no entanto, compensadas por aumentos de 1,4% e 1% no chamado limite de ganho de potência. A Toyota, que ainda não conseguiu vencer esta temporada, vê o seu BoP praticamente inalterado em relação ao Brasil, com uma redução de 1 kW (1,3 cavalos) na primeira fase e um aumento de 0,2% na segunda fase. Enquanto o Ferrari e o Peugeot 9X8 não sofrem mudanças na primeira fase, recebem cortes na segunda fase de -0,8% e -1,3%, respetivamente. Além do Cadillac e do Porsche, a BMW teve uma ligeira redução de 2 kg, enquanto a Alpine ganhou 1 kg no peso mínimo. O Aston Martin Valkyrie é o único Hypercar que não sofreu qualquer ajuste de peso ou potência, mantendo-se exatamente igual à última ronda. /// BMW e Ford recebem reduções significativas de peso na LMGT3 /// O BoP para a categoria LMGT3 destaca-se por grandes reduções de peso tanto para o BMW M4 GT3 EVO como para o Ford Mustang GT3, o que são boas notícias para o único piloto português na partida, Bernardo Sousa. O BMW recebe uma redução significativa de 26 kg, enquanto o Mustang perde 17 kg, numa alteração quase total dos pesos mínimos da categoria. O Chevrolet Corvette Z06 GT3.R também tem uma redução de 10 kg, enquanto o McLaren 720S GT3 Evo perde 9 kg desde o Brasil. Já o Mercedes-AMG GT3 Evo e o Porsche 911 GT3 R tiveram ajustes mais leves, com reduções de 5 kg e 2 kg, respetivamente. Os únicos carros da LMGT3 a ganharem peso foram o Ferrari 296 GT3 (+8 kg) e o Aston Martin Vantage GT3 Evo (+9 kg). O Lexus RC F GT3 mantém-se inalterado no seu peso mínimo. Embora os ganhos de potência tenham sido ligeiramente ajustados para todos os modelos GT3, o Mercedes-AMG recebe um aumento de 1% na primeira fase de potência. O Ferrari n.º 21 da AF Corse será o carro mais pesado da LMGT3, com 1378 kg, ao considerar o handicap de sucesso da categoria. O Lexus n.º 87 da Akkodis ASP Team, vencedor da última corrida, será o segundo mais pesado, com 1372 kg. /// Uma prova que promete /// O moderno Circuito das Américas recebe pela oitava vez o FIA WEC, em um traçado conhecido por suas mudanças de elevação, curvas rápidas e exigência extrema de pneus e freios. Em 2024, a etapa texana terminou com a segunda chegada mais apertada da história do campeonato, com apenas 1s780, separando os dois primeiros colocados. Na luta pelo título de 2025, a disputa segue acirrada entre Ferrari, Cadillac e Porsche na categoria Hypercar, com a Ferrari #51 ainda na liderança do campeonato, mas pressionada após uma etapa difícil no Brasil. A expectativa é de mais uma corrida emocionante em alta velocidade e com grandes implicações na classificação geral. A prova chega logo após o sucesso da etapa brasileira em Interlagos, consolidada como um dos grandes momentos do calendário mundial. Em julho, o Rolex 6 Horas de São Paulo registrou público de 84.741 pessoas, o maior da temporada, atrás apenas das lendárias 24 Horas de Le Mans, e um crescimento de quase 16% em relação ao ano anterior. Além da força nas arquibancadas, o evento gerou impacto económico recorde de R$ 408,2 milhões, segundo levantamento da P2A Gestão em Informação, reforçando a importância do Brasil como palco estratégico para o automobilismo mundial. Dentro da pista, a etapa foi marcada pela primeira vitória da Cadillac, com direito a dobradinha, e por um momento histórico para os fãs brasileiros: Eduardo Barrichello conquistou seu primeiro pódio na categoria LMGT3, levando o público em Interlagos ao delírio a apenas dois minutos do fim da corrida. Cpidt