pressmedia logo

PLANO PARA INVESTIMENTO DE 2% DO PIB EM DEFESA SOMA CAPACIDADES PARA O EXÉRCITO, MARINHA E FORÇA AÉREA

Diário de Notícias

2025-09-11 21:07:07

DIÁRIO DE NOTÍCIAS QUINTA-FEIRA 11/9/2025 Plano para orçamento de 2% do PIB em Defesa soma capacidades para o Exército, Marinha eForça Aérea GUERRA O ministro da Defesa, Nuno Melo, explicou ao DN, com o detalhe possível por ser matéria reservada, como vão ser distribuídos os cerca de mil milhões de euros somados ao orçamento para atingir os 2% do PIB, quase seis mil milhões de euros. oministro da Defesa, Nuno Melo, explicouao DN como Portugal vai atingir o compromisso assumido coma a NATO de investir 2% do PIB em Defesa até ao final de 2025. A meta representa perto seis mil milhões de euros mais cerca de mil milhões do que em 2024-e, segundo o governante, vai traduzir-se em ganhos concretos de capacidade para os trêsramos das Forças Armadas, além deretorno económico e tecnológico para o país. Invocando motivos de “reserva” sobre a matéria em causa, detalhou, na medida do possível, os investimentos já programados para cada ramo. “são investimentos pensados de forma proporcional para os três Ramos, em linha com os objetivos da NATO, sempre que possível, duplo uso, com grande vantagem também para as missões civis, além daquela que é a opção prioritária da componente militar. Esse cronograma foi definido com a intervenção dos três Ramos, tendo em conta as previsões da Lei de programação Militar e os objetivos da NATO. São as necessidades de curto, médio e longo prazo e as possibilidades aquisitiva neste tempo curto até final de 2025”, sublinhou. No Exército, destacou “os processos de modernizaçãor das Pandur, num investimento que é muito grande e necessário, cuja contratação será lançada já este ano”, bem como “sistemas de apoio rádio, por exemplo”. Na Força. Aérea, incluem-se “investimentos em armamento aéreo, no reforço da prontidão e resiliên-cia dos sistemas de armas F-16e P-3, que têm estado tão fortemente empenhados até hoje no flanco leste”. Confirmou também a decisão de adquirir uma sexta aeronave de transporte estratégico KC-390, acrescentando: “o contrato para a aquisição da sexta aeronave e da reserva de outras dez: seráassinado por mim no dia 17, no Porto, onde o presidente da administração da Embraer se desloca a Portugal para esse efeito.” Acrescentou ainda os aviões Super”. Tucano, “dos quais três foram já entregues e este ano mais serão, com cerimónia de entrega em breve”. Na Marinha, apontou “veículos não tripulados de patrulhamento e fiscalização oceânica de superfície e equipamentos para capacitação dos meios navais que estão em aquisição, como os navios de patrulha oceânico”. Questionado sobre a entrada de 19 drones russos em espaço aéreo polaco, que levou Varsóvia a acionar o Artigo 4.0 da NATO, Nuno Melo sublinhou a necessidade de prudência. “No que toca à ação russa, esta invasão do espaço aéreo da União Europeia é imprudente e é perigosa. Mas dito isto, quero acreditar quer o que sucedeu possa ter alguma justificação assente em erro. e a avaliação deve ser racional e deve ser feita com discernimento, porque tudo o que não se precisa são escaladas”, afirmou. Destacou, ainda assim, a determinação expressa pelo secretário-geral da NATO: “Estamos preparados para defender cada centímetro do nosso território.” Oministro assegurou que o incidente não altera o calendário defi-nido que prevê que se atinja os 3,5% do PIB para a Defesa, em 2030: “o nosso compromisso é o quie sstáassumido, commetas que estão definidas de investimentos de 2% até final de 2025, com uma reavaliação que há de acontecer mais tarde, lá para 2029. e não é por causa desta circunstância de hoje, que quero acreditar que seja exceçãoe que não se repita, quedeveremos tratar de reavaliações.” Nuno Melo insistiu que não se trata apenas de despesa: “Portugal ganha em capacidade de cumprimento de missões dentro e fora. Dá-nos credibilidade junto dos nossos aliados e dá também, por estavia, um grande retorno económico e financeiro, nunca pondo em causa o Estado social, porque essa garantia é igualmente prévia.” O governante salientou a importância do envolvimento da indústria nacional. “A modernização das Pandur será feita quase na totalidade pelas indústrias portuguesas. Um navio patrulha oceânico da terceira série está a ser construído nos Estaleiros de Viana, é 100% investimento nacional. Estamos a falar de estaleiros que há pouicos anos eram notícia pela perturbação social e pela incapacidade produtiva que hoje já não têm mais possibilidade em carteira de aceitar encomendas para muitos anos.” Também no projeto dos Super Tucano há retorno assegurado: “de 200 milhões de euros de investimento, 70 milhões de euros serão nas indústrias portuguesas. Cada venda nos países da NATO implicará um retorno para O Estado português, como está a implicar neste momento.” Por fim, referiu o investimento no espaço, com a constelação de satélites a desenvolver em Portugal: “Muito em breve já teremos os satélites a serem construídos em Portugal com o investimento de indústrias portuguesas. Coloca o nosso país na vanguarda tecnológica da União Europeia. Tanto que este projeto é destacado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, como um dos exemplos virtuosos de investimentos na área da defesa na União Europeia.” O ministro concluiu caracterizando o esforço orçamental: “Estamos a falar do mínimo de investimento, porque uma grande parte dos aliados da NATO já investem muitíssimo mais do que isso em defesa. Ainda assim, permitirá um grande salto para Portugal até 2026.” GUERRA O ministro da Defesa, Nuno Melo, explicou ao DN, com o detalhe possível por ser matéria reservada, como vão ser distribuídos os cerca de mil milhões de euros somados ao orçamento para atingir os 2% do PIB O orçamento da Defesa vai atingir cerca de 6 mil milhões de euros. VALENTINA MARCELINO