VOLVO ACREDITA NO FIM DOS MOTORES A COMBUSTÃO EM 2035
2025-09-15 21:05:44

Volvo acredita que a indústria automóvel será totalmente elétrica dentro de 10 anos. O CEO garante que “não há caminho de volta” e pede firmeza à União Europeia. Volvo acredita que a indústria automóvel será totalmente elétrica dentro de 10 anos. O CEO garante que “não há caminho de volta” e pede firmeza à União Europeia. A Volvo mantém-se convicta de que o futuro da mobilidade é elétrico, mesmo numa altura em que enfrenta uma quebra significativa de veículos sem motor a combustão. Em entrevista à Bloomberg, Håkan Samuelsson, o CEO da marca sueca, afirmou que a marca já vê uma data de validade para o motor de combustão: “A indústria será elétrica - não há caminho de volta. Pode demorar um pouco mais em algumas regiões, mas a direção está traçada. Dentro de (cerca de) 10 anos, todos os carros serão elétricos e terão um custo mais baixo”. Vendas de elétricos em queda São declarações ousadas, sobretudo tendo em conta que as vendas de elétricos da Volvo estão em queda, de acordo com a publicação Motor1. Entre janeiro e agosto, a marca sueca vendeu 90.326 veículos elétricos, uma queda de 24% face a 2024. As vendas de híbridos plug-in também recuaram, mas apenas 1%, para 107.380 unidades. Já os modelos a gasolina e mild-hybrid desceram 7%, para 253.376 unidades. No total, as vendas globais da Volvo caíram 10%, contabilizando 498.464 veículos. Híbridos plug-in serão cruciais Ainda assim, o executivo de 74 anos acredita que a marca poderá “dar a volta por cima” se a decisão certa for tomada, essa sendo a aposta em novos híbridos plug-in. Na entrevista com a Bloomber, Samuelsson afirmou que a empresa precisa de lançar novos híbridos plug-in, descrevendo-os como “carros elétricos com um motor de apoio”. Contudo, não ficou claro se se estava a referir a híbridos plug-in de longo alcance, como o XC70, ou a elétricos com extensor de autonomia, que utilizam um motor a gasolina como gerador. Importante relembrar que a Geely, que detém a Volvo, já tem experiência nesta tecnologia através da Horse, a joint-venture estabelecida com a Renault. Marcas chinesas serão líderes O líder da Volvo acredita que a indústria caminha para uma grande reestruturação com a transição elétrica, e antecipa que “duas ou três marcas chinesas muito fortes” irão se tornar dominantes, enquanto muitos construtores tradicionais poderão não resistir. Esta visão contrasta com a de marcas como a BMW, Mercedes, Audi e Porsche, que defendem uma abordagem mais gradual e até alertam para um possível colapso do setor automóvel europeu se o fim dos motores de combustão avançar em 2035. Leia tambémCEO da Mercedes alerta para riscos do fim dos motores a combustão Enquanto isso, a Polestar, marca irmã da empresa sueca, tem criticado os rivais pelas suas promessas falhadas em relação à transição elétrica. Tanto esta como a Volvo têm pressionado a União Europeia para manter firme a meta de emissões zero para 2035, enquanto outras empresas concorrentes pedem uma legislação mais flexível. A Volvo mantém-se convicta de que o futuro da mobilidade é elétrico, mesmo numa altura em que enfrenta uma quebra significativa de veículos sem motor a combustão. Em entrevista à Bloomberg, Håkan Samuelsson, o CEO da marca sueca, afirmou que a marca já vê uma data de validade para o motor de combustão: “A indústria será elétrica - não há caminho de volta. Pode demorar um pouco mais em algumas regiões, mas a direção está traçada. Dentro de (cerca de) 10 anos, todos os carros serão elétricos e terão um custo mais baixo”. AD Vendas de elétricos em queda São declarações ousadas, sobretudo tendo em conta que as vendas de elétricos da Volvo estão em queda, de acordo com a publicação Motor1. Entre janeiro e agosto, a marca sueca vendeu 90.326 veículos elétricos, uma queda de 24% face a 2024. As vendas de híbridos plug-in também recuaram, mas apenas 1%, para 107.380 unidades. Já os modelos a gasolina e mild-hybrid desceram 7%, para 253.376 unidades. No total, as vendas globais da Volvo caíram 10%, contabilizando 498.464 veículos. Håkan Samuelsson, CEO da Volvo Cars Corporation AB | © Volvo Híbridos plug-in serão cruciais Ainda assim, o executivo de 74 anos acredita que a marca poderá “dar a volta por cima” se a decisão certa for tomada, essa sendo a aposta em novos híbridos plug-in. Na entrevista com a Bloomber, Samuelsson afirmou que a empresa precisa de lançar novos híbridos plug-in, descrevendo-os como “carros elétricos com um motor de apoio”. AD AD Contudo, não ficou claro se se estava a referir a híbridos plug-in de longo alcance, como o XC70, ou a elétricos com extensor de autonomia, que utilizam um motor a gasolina como gerador. Importante relembrar que a Geely, que detém a Volvo, já tem experiência nesta tecnologia através da Horse, a joint-venture estabelecida com a Renault. Volvo XC70 | © Volvo Marcas chinesas serão líderes O líder da Volvo acredita que a indústria caminha para uma grande reestruturação com a transição elétrica, e antecipa que “duas ou três marcas chinesas muito fortes” irão se tornar dominantes, enquanto muitos construtores tradicionais poderão não resistir. Esta visão contrasta com a de marcas como a BMW, Mercedes, Audi e Porsche, que defendem uma abordagem mais gradual e até alertam para um possível colapso do setor automóvel europeu se o fim dos motores de combustão avançar em 2035. AD AD Leia tambémCEO da Mercedes alerta para riscos do fim dos motores a combustão Enquanto isso, a Polestar, marca irmã da empresa sueca, tem criticado os rivais pelas suas promessas falhadas em relação à transição elétrica. Tanto esta como a Volvo têm pressionado a União Europeia para manter firme a meta de emissões zero para 2035, enquanto outras empresas concorrentes pedem uma legislação mais flexível. Bruno Gouveia