ZET GALLERY EXPÕE O MELHOR DE ALFREDO CUNHA
2025-09-20 21:06:35

Photographo condensa mais de 50 anos do trabalho do fotojornalista Alfredo Cunha. Exposição até finais de Outubro na zet gallery . A zet gallery apresenta desde ontem a exposição individual de Alfredo Cunha intitulada Photographo , a última enquanto fotojornalista. “Esta é, provavelmente, a melhor exposição que fiz em toda a minha vida”, reconheceu o autor, na inauguração que juntou, ontem tarde, largas dezenas de pessoas na galeria de arte da Rua do Raio. A exposição pretende homenagear o “fotógrafo do 25 de Abril”, cuja obra atravessa mais de cinco décadas, percorrendo uma viagem pela nossa História e Cultura contemporâneas, através de 80 fotografias, com destaque para uma selecção de icónicas imagens da Revolução de 25 de Abril de 1974. “Nesta exposição, além das incontornáveis fotografias do 25 de Abril, contam-se histórias com imagens do processo de descolonização e da guerra ci- vil nas ex-colónias; da pobreza do período pós-ditadura em Portugal e das guerras do Médio Oriente”, destaca a direcção da galeria de arte bracarense. Imagens do Minho que o recebeu, no final dos anos 1990, a pandemia de covid 19, e retratos de quem ficou na história contemporânea portuguesa podem ser apreciados nesta exposição. Com curadoria de David Santos, director científico do Museu do Neo-Realismo, a exposição reúne obras desta estrutura, que passaram pelo Musée National dArchéologie, dHistoire et dArt (MNAHA), no Luxemburgo, e que podem agora ser apreciadas na cidade de Braga. A exposição Photographo coincide com os Encontros da Imagem - Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais e fica patente na zet gallery até do dia 26 de Outubro. “Sem Alfredo Cunha as novas gerações não teriam o registo memorial do 25 de Abril”, referiu ontem José Teixeira, CEO do dst group, que detém a zet gallery. Helena Mendes Pereira, directora da zet gallery, justifica num dos textos do catálogo de Photographo que “a Arte não é neutra, a fotografia não é neutra, a fotografia de Alfredo Cunha não é neutra”, razão pela qual “não tínhamos como acolher esta exposição” que não consegue abarcar os tempos e lugares dos 50 anos de fotografia do fotojornalista que, a partir de agora vai fazer “fotografia conceptual”. José Paulo Silva