KIA EV4 ARRANCOU COM A PRODUÇÃO NA EUROPA, NA ESLOVÁQUIA
2025-09-20 21:06:36

A Kia tem no EV4, em vias de chegar ao mercado, um dos seus eléctricos com maior potencial. Monta uma bateria com 81,4 kWh, anuncia uma autonomia de até 630 km e já arrancou com a produção na Europa. A Kia investiu 108 milhões de euros na sua fábrica na Eslováquia, em Zilina, para a adaptar à produção de veículos eléctricos, com o novo EV4 a ser o modelo a bateria do construtor sul-coreano destinado a estrear esta unidade de produção europeia. E isto é tão mais importante quanto o facto de, apesar do EV4 estar disponível na versão hatchback de cinco portas, a mais curta, e berlina de quatro portas, com carroçaria mais longa e mala mais generosa, o primeiro ter sido concebido a pensar no gosto e nas necessidades do mercado europeu. Depois de anunciar o início da produção do novo EV4 eléctrico na fábrica eslovaca, o CEO da Kia Europe, Marc Hedrich, destacou que isso “comprova a capacidade técnica e a flexibilidade” das operações da marca na Europa. E, para sossegar o mercado do Velho Continente, Hedrich confirmou ainda que “o EV4 será fabricado na Europa, em paralelo com os outros modelos da Kia equipados com mecânicas a combustão e híbridas”, referindo-se aos XCeed e Sportage, entre outros. O EV4 recorre à plataforma concebida especificamente para modelos eléctricos E-GMP, a mesma que a Kia utiliza nos EV3, EV6 e EV9. O novo modelo pode ser proposto com dois níveis de bateria, uma mais pequena para ser mais acessível, com apenas 58,3 kWh de capacidade, enquanto a segunda, com 81,4 kWh, visa os clientes que perseguem uma maior autonomia, o que lhe deve permitir em homologação europeia WLTP cerca de 630 km entre visitas ao posto de carregamento. A fábrica europeia da Kia tem uma capacidade de produção de 540 mil motores e 350.000 veículos por ano, dos quais cerca de 25% foram híbridos e híbridos plug-in durante 2024. Resta saber qual será a percentagem de modelos 100% eléctricos que irão sair das linhas de montagem em Zilina, tendo em conta que as linhas serão diferentes por os eléctricos recorrerem a plataformas e a processos de produção diferenciados. Alfredo Lavrador