O SETOR EUROPEU DA MOBILIDADE ELÉTRICA APELA A MANTER O RUMO PARA 2035
2025-09-25 21:06:23

A Charge France, apoiada pela Boston COnsulting Group, apresenta aos decisores políticos 4 recomendações para atingir a meta de 100% de mobilidade elétrica até 2035 e cumprir os objetivos europeus. A Charge France apresenta aos decisores políticos 4 recomendações para atingir a meta de 100% de mobilidade elétrica até 2035 e cumprir os objetivos europeus. A ambição é validada por um novo estudo da Boston Consulting Group, que demonstra que os veículos 100% elétricos são a solução mais económica, ecológica e competitiva para os cidadãos e para a Europa, enquanto os híbridos plug-in e os veículos com extensor de autonomia surgem apenas como tecnologias de transição no curto prazo. Segundo a Boston Consulting Group, a trajetória europeia rumo ao automóvel elétrico está bem encaminhada: No primeiro semestre de 2025, as vendas de veículos 100% elétricos cresceram 24% face a 2024. As projeções apontam para uma quota de mercado entre 90% e 100% dos novos registos em 2035, caso os atuais padrões europeus se mantenham. Os consumidores confirmam esta tendência: 60% dos europeus afirmam estar prontos para escolher um veículo elétrico na próxima compra. As barreiras técnicas estão a desaparecer rapidamente: novos modelos já oferecem uma autonomia média superior a 500 km, tempos de carregamento reduzidos para cerca de 20 minutos e uma expansão acelerada das estações de carregamento ultrarrápido. O impacto macroeconómico também é relevante: a eletrificação das frotas reduziria as importações de petróleo da Europa em 15% até 2035, poupando 40 a 45 mil milhões de euros anuais. No plano ambiental, os resultados são inequívocos: um veículo elétrico emite, em média, três vezes menos CO2 do que um veículo a combustão na Europa e até nove vezes menos em França, graças ao mix energético. Em contraste, os híbridos plug-in funcionam pouco em modo elétrico (45,50% do tempo em privados, 10,15% em frotas empresariais), apresentam custos de utilização mais elevados e chegam a emitir o dobro face a um 100% elétrico no ciclo de vida completo. Quatro recomendações para alcançar 100% veículos elétricos em 2035 À luz destas conclusões, o grupo apresenta quatro recomendações para alcançar 100% de veículos elétricos até 2035. Reafirmar firmemente os objetivos, no interesse dos cidadãos e da indústria europeia: Garantir que apenas veículos 100% elétricos possam ser vendidos após 2035, confirmando a atual regulamentação europeia Dar visibilidade a investidores privados, proteger o poder de compra, assegurar a soberania energética e limitar o aquecimento global. Medidas de apoio para uma transição justa e equitativa Manter incentivos fiscais para frotas empresariais elétricas (como benefícios em espécie e amortizações) e eliminar amortizações para veículos a combustão ou híbridos, como já feito na Bélgica. Retirar todos os incentivos à compra de híbridos plug-in. Apoiar famílias de baixos rendimentos com esquemas sustentáveis e visíveis, como leasing social, bónus de conversão e incentivos para compra de usados elétricos. Destacar benefícios económicos e ambientais Rever a rotulagem ambiental para refletir a eficiência real dos veículos e as suas emissões , em especial dos híbridos plug-in. Reforçar a comunicação sobre os ganhos no poder de compra associados ao veículo elétrico. Apoiar a transformação industrial para reforçar a competitividade europeia Acelerar a qualificação da força de trabalho para uma reconversão industrial bem-sucedida. Construir uma oferta europeia diferenciada: baterias rastreáveis e recicláveis, produção local e sustentável. Carlos Ferraz, Diretor-Geral da Atlante em Portugal, acredita que: “O empenho das regiões e a atuação dos seus representantes na Europa desempenham um papel determinante na promoção da eletrificação, em particular nos setores dos transportes e da mobilidade. Alcançar o objetivo de 100% de veículos elétricos até 2035 é essencial e deve continuar a ser uma prioridade. Os investimentos, iniciativas e resultados já estão em marcha; falta apenas o apoio firme de uma política europeia ambiciosa, que também defendo com toda a convicção.” Smart Planet